A força das empresas emergentes
Nos últimos cinco anos, a Região Sul, liderada pelo Paraná, apresentou a maior incidência de empresas emergentes de melhor performance
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 25 de novembro de 2025
Nos últimos cinco anos, a Região Sul, liderada pelo Paraná, apresentou a maior incidência de empresas emergentes de melhor performance
Folha de Londrina 
A realização de um estudo inédito sobre companhias brasileiras em expansão dá visibilidade para um segmento que, apesar de sua crescente relevância econômica, ainda permanece à margem das análises tradicionais do mercado. Estamos falando das chamadas empresas emergentes, as organizações em fase de expansão com faturamento anual entre R$ 300 milhões e R$ 1,2 bilhão. Essas companhias revelam um retrato dinâmico da economia nacional e sugerem caminhos importantes para o desenvolvimento regional e a formulação de políticas públicas.
A pesquisa foi conduzida pela Novary Advisory e analisou 1.033 empresas em todas as regiões do país entre 2020 e 2024. O desempenho desse grupo é expressivo: crescimento médio anual de 14,1% e retorno sobre o patrimônio líquido de 15%, ambos superiores aos indicadores da economia brasileira no período. São números que evidenciam a relevância e o potencial estratégico desse segmento empresarial.
Embora o Paraná ocupe posição intermediária no ranking do número nacional das empresas emergentes, o Estado figura com destaque no mapa da performance e lidera o ranking de empresas com melhor desempenho na Região Sul.
Nos últimos cinco anos, a Região Sul, liderada pelo Paraná, apresentou a maior incidência de empresas emergentes de melhor performance. O Estado teve 48% das empresas enquadradas nesse grupo. O Rio Grande do Sul e Santa Catarina tiveram 37% cada um. O quarto melhor resultado no país foi do Espírito Santo, com índice de 35%.
Já falando em concentração de empresas emergentes, na análise por estados, São Paulo concentra o maior índice dessas organizações, com 43% das 1.033. Abaixo, estão Minas Gerais e Rio de Janeiro, com 10% cada um, seguidos por Rio Grande do Sul, com 7%, o melhor resultado da Região Sul. Na sequência, vêm Santa Catarina (6%) e Paraná (5%).
Apesar dos números positivos em relação à performance, o estudo identifica um ponto de atenção no Paraná: a baixa participação das empresas emergentes em mercados internacionais, ficando atrás do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina nesse quesito.
Outro ponto crucial é a governança. Com 57% das empresas emergentes do Paraná classificadas como familiares, a discussão sobre sucessão torna-se indispensável. A falta de planejamento sucessório segue sendo um dos principais fatores de vulnerabilidade dessas organizações, segundo o estudo da Novary Advisory.
O conjunto das evidências aponta para um cenário promissor, mas que exige atenção. As empresas emergentes demonstram vigor competitivo, relevância para a economia e diversidade setorial. Contudo, para que possam avançar ao patamar de grandes corporações, será necessário enfrentar desafios estruturais: ampliar a presença internacional, fortalecer práticas de governança e reduzir a dependência de decisões centralizadas e informais.
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