A força da agricultura familiar
A força do agronegócio brasileiro não está representada somente pelas grandes propriedades rurais. Dados do Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estatística (IBGE) de 2006 revelam uma contribuição considerável das pequenas unidades rurais para a economia do País. Segundo o IBGE, as minis e pequenas propriedades são responsáveis por cerca de 40% da produção agropecuária nacional.
O traço característico dessas unidades é a união familiar para tocar a terra. E como produzem: de acordo com o IBGE, a agricultura familiar responde por 87% da produção de mandioca, por 70% do feijão - ingrediente fundamental na mesa do brasileiro -, 58% do leite, 50% de aves e 59% de suínos. Números do Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar) indicam também que esses agricultores representam 70% dos associados das cooperativas.
Nesta edição de Natal, a FOLHA conta histórias de personagens que ilustram o cenário econômico e social desse segmento. As mãos calejadas e o trabalho sob sol e chuva fazem parte da rotina desses trabalhadores. É o caso do agricultor Durval Oliveira Bispo que não se imagina fazendo outra coisa senão lidar com a terra. Ao lado da família, ele cultiva hortaliças na sua propriedade no Distrito de São Luiz, na Zona Sul de Londrina. A paixão pelo campo é tanta que, mesmo após a morte, Bispo deseja permanecer na terrinha. ''Quando morrer, quero ser enterrado aqui'', brinca ele.
A agricultora Olívia Torrezan, de Rolândia, também nem sonha em sair da roça onde viveu praticamente os seus 64 anos. A propriedade da família, de 8 alqueires, hoje é tocada pelos filhos que herdaram a vocação do pais pela lida com a terra. Lá, plantam soja e produzem leite.
Reconhecendo a importância desse setor, o governo federal está oferecendo crédito de R$ 16 bilhões para a agricultura familiar no Plano Safra 2011/12. Além de estimular a produção, os recursos permitirão que os pequenos agricultores mantenham seu pedaço de chão e permaneçam no campo.





