A força da agricultura
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segunda-feira, 21 de janeiro de 2019
Uma análise, a partir da nova legislação ambiental aprovada em maio de 2012, nos faz perceber que o agricultor está mais confiante e tem mais segurança em suas ações. A lei veio como uma tentativa de regularizar a situação de mais de 4 milhões de propriedades rurais com alguma pendência ambiental - 80% do total.
Grandes debates aconteceram. Foi um dos poucos momentos em que a mobilização de agricultores foi intensa na busca dos seus direitos. Era importante participar das decisões e aprovar uma lei que nos apontasse um caminho legal e definitivo.
O grande desafio, entretanto, foi mostrar à sociedade que todo esse trabalho de mobilização não era para fazer desmatamento, mas sim, para ter regras claras para poder dar sustentação e segurança a todos. Mostrar que a conservação dos rios, das nascentes e a conservação do solo são um patrimônio de todos e não somente do agricultor.
Atualizamos a legislação ambiental e deixamos de ter apenas ambientalistas tratando do nosso negócio. Os avanços do Código Florestal são um exemplo desta prática.
De lá para cá, os negócios prosperaram e nós conseguimos mostrar nossa competência em produzir sem agredir o meio ambiente. Tanto é que, além de abastecermos o mercado interno, exportamos grande quantidade do que produzimos.
Até então, faltava uma visão mais concreta do que era a agricultura. Esse período serviu para nos mostrar que faltavam ações para influenciar politicamente a participação das entidades, sindicatos, federações, cooperativas e demais segmentos ligados ao setor.
Hoje, temos o apoio do Congresso, que nos credencia a ter um amparo legal por meio da FPA (Frente Parlamentar da Agricultura), que tem por objetivo estimular a ampliação de políticas públicas para o desenvolvimento do agronegócio nacional.
Enfim, daqui para a frente os desafios serão muitos e é fundamental que tenhamos parcerias de entidades técnicas, como Embrapa, Iapar, Emater, dentre outras instituições, atuando lado a lado com o agricultor, levando conhecimento através das pesquisas.
A comunidade rural que produz alimentos, gera empregos e faz do Brasil o 3º maior exportador agrícola do mundo, espera que, neste novo governo, os poderes constituídos cumpram seu papel, melhorem as condições das estradas, rodovias, ferrovias e portos para escoar os produtos. Espera ainda que haja investimentos na segurança rural, nas questões ligadas à energia, telefonia e internet, bem como taxas de juros condizentes, modernização nas formas de financiamento, do seguro agrícola, da armazenagem de produtos e, por fim, melhora na garantia de preços/renda.
Diante do novo cenário sócio-político-econômico, que se desenha com este governo, a perspectiva é ainda mais otimista pelo desenvolvimento natural do agronegócio e da retomada da economia brasileira. Acreditem, bons ventos começam soprar a partir de agora!
- Narciso Pissinati, presidente do Sindicato Rural Patronal de Londrina (SRPL).



