A felicidade
PUBLICAÇÃO
domingo, 08 de fevereiro de 2004
Abraham Shapiro 
Felicidade é o prazer que sentimos ao apreciar aquilo que possuímos. É encarar o copo como estando ''meio cheio''. ''Quem é rico? Aquele que é feliz com sua porção'', diz o Talmude da Babilônia, escrito há 2.300 anos. Havia um ditado inspirador muito comum durante a Grande Depressão americana, no começo do século XX: ''Eu estava triste por não ter sapatos para calçar, quando vi um homem que não tinha pés''.
A felicidade não depende de aquisições materiais. Existe uma multidão imensa de pessoas que têm tudo aquilo que você deseja e não são felizes.
Muita gente pensa que felicidade é um acontecimento: ''Somente se tal e tal acontecer, serei feliz'' - dizem elas para si mesmas. Entretanto, a felicidade não é um evento, mas um estado de espírito, um estado do ser. Há dois ditos populares que dizem bem a esse respeito: ''Aquele que tem cem, quer duzentos'' e ''Uma pessoa morre com menos da metade de seus desejos realizados''. Portanto, cada um tem um trabalho de grande esforço e empenho sobre seu modo de encarar a vida para poder ser feliz. Veja como isso é importante: trabalhar duro para alcançar uma maneira própria de enxergar a felicidade!
Se formos encarar com a devida seriedade, a felicidade é uma obrigação. Sim! Uma obrigação em relação àqueles que estão ao nosso redor. E sabe por quê? Pelos mesmos motivos por que não gostaríamos de ter pais, filhos ou esposo/a infelizes. Se desejamos estar cercados de gente feliz, sejamos nós mesmos felizes antes.
Em resumo: a felicidade é algo que dá muito trabalho, pois, depende exclusivamente da forma como encaramos os fatos. Uma proposta interessante é o jogo da felicidade proposto por um amigo muito querido e que - segundo ele - poderemos aprender a ser felizes em um período máximo de 30 dias. Custa tentar? Eis as regras do jogo:
Objetivo do jogo: aprender a apreciar o que você tem.
1) Faça uma lista de todas as suas bênçãos, tanto físicas como espirituais.
2) Acresça, então, uma alegria nova por dia, durante 30 dias.
3) Ao final deste período, priorize esta lista de acordo com o que é mais importante para você - por exemplo: você valoriza mais seus olhos ou seus ouvidos? Seu trabalho ou suas pernas?
4) Toda vez que algo acontecer ou você se sentir triste, revise sua lista.
Se você não aprecia o que tem, não existe propósito em adquirir mais nada. Você não irá gostar das coisas novas, também. É óbvio, não?
Em um nível espiritual mais elevado, se reconhecermos que Deus nos ama, poderemos compreender que tudo que temos visa o nosso bem, serve para ajudar a desenvolver nosso caráter, nossa fé e nossas características espirituais. Se tivermos este amor por Deus e uma verdadeira confiança nele, isto nos ajudará a apreciar o que temos.
Mas, talvez, após tudo isso, alguém poderá ainda perguntar: ''Afinal de contas, por que precisamos de felicidade?'' A resposta : ela nos dá energia e forças para viver. Pessoas felizes são mais saudáveis, sentem-se melhor e conseguem realizar mais. Estimar e valorizar o que temos ajuda-nos a ser otimistas em relação ao futuro e a conhecer o verdadeiro significado do sucesso!
ABRAHAM SHAPIRO é consultor na área de treinamento e desenvolvimento de recursos humanos em Londrina
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