A Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina, que já firmou tradição em seus quase cinquenta anos de existência, é sobretudo um grande cenário de negócios e de difusão de tecnologia, tanto no setor da pecuária e da agricultura como da maquinaria agrícola. A mostra de 2005, que começa hoje e terá 10 dias de duração, continua afinada nesse diapasão e espera a repetição do volume de negócios, tanto nos leilões de animais de raça quanto na venda de equipamentos para o campo. Estão previstos leilões de 40 raças de bovinos de alta linhagem, com a estimativa de comercialização de 10 mil animais, a tomar como base os números da Exposição do ano passado. A Sociedade Rural do Paraná, promotora dessa feira, classifica-a como uma vitrina de excelentes produtos e um ponto de realização de negócios, que os empresários vinculados ao agronegócio não desprezam. Por isso, a mostra que se realiza anualmente em Londrina é também um ponto de encontro do empresariado do setor e de intercâmbio de experiências. Afora isso, a realização de cursos, conferências e seminários dissemina novos ensinamentos e converte o evento também num palco difusor de conhecimentos. A denominada Via Rural, que é um dos setores da Exposição, tem função educativa, por mostrar cultivares de plantas, hortaliças, ervas culinárias e medicinais, alimentos produzidos no campo e geradores de renda, variedades de capins, artesanato, programas de desenvolvimento como o da agricultura familiar, a melhoria de produtos e a preservação ambiental. A importância do evento tem relação direta com os progressos que o Brasil tem alcançado no vasto universo do agronegócio, como o aumento progressivo das safras, o desenvolvimento na qualidade da pecuária, em todas as suas variáveis, a corrida da exportação de produtos do meio rural, que tem trazido substanciais divisas para o Brasil, e a geração de empregos. A Exposição que hoje se inicia é uma síntese do meganegócio do campo, que incursiona também pelo setor de máquinas e de todo o gênero de insumos e faz a economia girar, apesar de todos os percalços e das incertezas com relação às políticas públicas para o setor. No que respeita à região, a feira da Sociedade Rural é consumidora de serviços, porque movimenta uma vasta gama de atividades, além de proporcionar diversão e lazer para as mais de 800 mil frequências de pessoas, no período.

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