O volume de negócios nos leilões de animais da 42ª Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina – que hoje se encerra – já superou a expectativa, com o indicativo de bater recorde com relação ao movimento do ano passado. Tal se deve à qualidade dos produtos expostos, que chegaram a esse nível em função do aprimoramento cada vez mais acentuado das raças, o que reflete o trabalho da pesquisa e a mentalidade avançada que já domina a atividade agropecuária brasileira.
Não são apenas os reprodutores da raça bovina, mas toda uma linhagem de segmentos da pecuária, que vão melhorando padrões de qualidade e consolidando-se como atividade lucrativa e como suportes da pauta de exportações de carne e derivados. A Exposição de Londrina deixou de ter caráter regional para transformar-se no grande mostruário da agropecuária paranaense e num pólo nacional de referência para os negócios relacionados com o campo e toda a dinâmica rural.
Essa feira anual da Sociedade Rural do Paraná, afora ser uma vitrina de reprodutores de raça, é também uma amostragem do avanço da tecnologia agronômica, resultado da competência e do idealismo dos pesquisadores; é a mostra do elevado padrão alcançado pela indústria da maquinaria agrícola e seus implementos. E, a par dos negócios que se realizam e do lazer que proporciona ao público, possibilita a difusão do conhecimento por meio de palestras técnicas sobre os mais diferentes setores da lida do campo, como a exploração da agroindústria e todas as formas de atividade rural que gere lucro.
A Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina, que está mostrando a pujança da pecuária, da agricultura, dos negócios afins e da indústria do setor, assim como o triunfo da pesquisa, é um evento que reacende o entusiasmo e a crença no Brasil e na capacidade dos brasileiros. E sinaliza que é preciso redirecionar a atenção para as possibilidades que a terra pode oferecer como garantidora de investimento e geradora de empregos.

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