Fazer amor com alguém pela primeira vez nem sempre é um sucesso. Mas há sempre como reduzir o risco do desconhecido para viver uma noite inesquecível. Enfim, chega o momento de fazer amor pela primeira vez. Pode ser no primeiro encontro, ou depois de algumas semanas ou meses. Mas ao acontecer, nem todos os casais se sentem realmente felizes.
Por mais experientes que sejam, em geral, as pessoas sentem-se um tanto nervosas, preocupadas e ansiosas para que tudo dê certo – e às vezes inseguras quanto às expectativas que um tem em relação ao outro, neste momento tão desejado.
A primeira vez que uma pessoa faz amor ocorre um impacto muito especial. Esta experiência única lhe ensina um pouco a respeito de sexo – mas nunca o bastante. É claro que depois de pensar e se preocupar com o assunto por tanto tempo, ela descobre como o sexo funciona ‘‘na prática’’ - o que é sempre difícil de imaginar, ainda que se conheça muito ‘‘na teoria’’.
É muito raro que a primeira vez seja uma maravilha, principalmente para as jovens, para quem o orgasmo não ocorre de modo fácil e automático. Em função disso, elas tendem a julgar que havia superestimado o sexo e que jamais o aproveitarão da forma como os outros parecem aproveitá-lo, nem da maneira como mostram os livros.
Algumas pessoas são bastante articuladas quanto à decisão de sua primeira experiência sexual. Podem decidir-se por alguém com quem venham saindo há algum tempo e com quem tenham bons laços de confiança, além de discutir sobre métodos anticoncepcionais e dos riscos de doenças sexualmente transmissíveis.
A questão da primeira relação sexual assume hoje uma importância maior do que costumava ter no passado. Agora, poucas pessoas se casam com o ‘‘primeiro amor’’ e permanecem com ele para sempre. Por isso, a maioria passa por uma série de ‘‘primeiras vezes’’ - o início sexual de cada um de seus relacionamentos.
Antes de partir para um novo relacionamento sexual, uma decisão se impõe: submeter-se a um impulso momentâneo ou refletir bastante sobre o assunto? Qual será o momento certo? No primeiro encontro ou quando os dois já se conhecerem melhor? Não há regra definida. Às vezes, o impacto do encontro é tão grande, e o instinto aponta o que fazer com tanta convicção que é inevitável a entrega sexual ou o adiamento do desejo impede a iniciação sexual.
O impulso sexual é bom quando ambos o sentem na mesma intensidade e quando não é ditado pela sociedade: ‘‘você tem que transar...’’. Portanto, nada de se submeter à pressão do parceiro, seja por efeito de embriaguez ou por algum tipo de chantagem emocional.
Cada vez mais cresce o número de pessoas que preferem esperar para fazer amor, à medida que não se sentem seguras e descontraídas o bastante com o outro para fazer sexo de imediato; optando por conhecer melhor o parceiro. Além disso, no dia a dia você tem conhecimento de amigas que já fizeram um aborto ou estão se casando em decorrência de uma gravidez não desejada.
Portanto, a escolha do momento e do lugar certo para fazer amor pela primeira vez merece ser discutida a dois, com todo cuidado. Essas primeiras experiências sexuais podem marcar de forma positiva ou não a vida sexual futura.
Dr. MOACIR COSTA é psicoterapeuta em São Paulo.

Serviço: Caso tenha dúvidas sobre sexo, ligue para 0800.770.6543 (gratuitamente), de 2ª à 6ª, das 8 às 14 horas. O atendimento é realizado por médico ou psicólogo.

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