A atual situação político-administrativa no Brasil dificulta uma análise objetiva de qualquer fato político. É muito temerário, pois o domínio da esquerda enterrou o debate, inclusive nas universidades, sitiadas por eles. Caso se pretenda tocar, mesmo que de leve, na história do governo militar dos anos 1960/1970, corremos um grande risco de sermos, inclusive, agredidos – não há diálogo, mas monólogo; não há retórica, mas verborragia, muitas vezes sem sentido. A esquerda inventou a única dialética do mundo em que um só lado fala.

Ao serem colocados contra a parede pelos argumentos, assoberbam-se, erguem a voz e partem para a gritaria, agressividade e a imposição das ideias – ou você concorda com eles, ou você fica sem direito à palavra. Pode até ser tachado de fascista. Não dão oportunidade para a lógica, a argumentação e o debate aberto, mas apegam-se as suas eternas e infinitas mentiras.

Uma boa parte da fortuna auferida pela esquerda, à época dos militares, era fruto de assaltos a bancos, carros-fortes, trens pagadores, supermercados, hospitais e mansões. Grande parte do dinheiro veio de Moscou, via Cuba. Contavam, também, com dinheiro repassado pela UNE (União Nacional dos Estudantes), ou seja, dinheiro destinado à educação, desviado para o terrorismo.

Muitos dos revolucionários que foram banidos do Brasil para o México, Chile e Argélia, viajaram por diversos países da Europa, e estudaram nas suas universidades, voltando com a anistia, todos muito bem amparados economicamente. Como isso foi possível, se eram banidos em avião do governo, sem praticamente nenhum recurso? De onde vinha a manutenção dessas pessoas, a ponto de fazerem tantas viagens internacionais e estudos de alto nível em universidades europeias?

Se todos eram socialistas e comunistas ferrenhos, por que nenhum deles estudou em universidades soviéticas, de Cuba, da China ou da Albânia? Todos preferiram a França, Suécia, Inglaterra e outros países capitalistas. Não é curioso?

A Comissão Nacional da Verdade jamais entrevistou um destes terroristas, para questionar de onde vinha o dinheiro ou para expor seus crimes hediondos, como fez com os militares.

Durante 40 anos a esquerda se esmerou em perseguir, denegrir e execrar os militares, na mídia e na Justiça, exigindo punições severas para os crimes cometidos, ignorando completamente a Lei da Anistia de 1979. Os militares, por sua vez, ciosos do cumprimento da lei e da Constituição, rarissimamente se manifestaram.

Até hoje, como ocorreu esta semana, em relação à querela com Felipe Santa Cruz, presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), a esquerda insiste nesta cobrança obsoleta e inútil contra os militares, sempre fazendo questão de jamais mencionar a Lei da Anistia. No caso do ilustre advogado, seu pai foi morto pelos próprios companheiros, por ter fugido durante um entrevero com a polícia. Foi “justiçado”, no jargão terrorista. Isto está amplamente documentado, com entrevista ao vivo do terrorista que matou o pai de Felipe Santa Cruz – parece que só ele não sabe disso. O que ele quer então: espaço na mídia, chamar a atenção, acusar de forma leviana um crime que todo mundo sabe o que aconteceu? Que vergonha, senhor presidente da OAB!

Todos eles, terroristas, foram anistiados amplamente – jamais foram acusados de nada. Receberam polpudas indenizações, negadas às famílias de suas vítimas, uma vez que só consideram vítimas a si próprios, tudo pago com o dinheiro dos que, durante anos, em vez de pegarem em armas contra o governo, pegaram em enxadas e máquinas para fazer o Brasil crescer e, hoje, vêm o produto de seu labor ser distribuído a uma canalha comunista que, aliás, governou o País por 14 anos e o arruinou completamente, como tudo aquilo em que tocam.

Em última análise, a mídia em geral deveria ser um pouco mais honesta, e expor a verdade que a Comissão da Verdade escondeu: mostrem os crimes cometidos, também, pela esquerda, mostrem os documentos onde afirmam seu desejo patológico de transformar o Brasil em uma república comunista – por que a mídia só mostra os crimes dos militares, mas jamais toca nos crimes dos terroristas?

Paulo André Chenso – médico

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