A esperança se foi

O Brasil tinha tudo para dar certo, apoio popular, maioria parlamentar e um ministério (com algumas exceções) competente, infelizmente o sonho acabou. Pessoas não preparadas, ao assumirem cargos de extrema relevância, se acham com poder absoluto, pensam que podem tudo e ao restante dos mortais resta obedecer. O presidente Bolsonaro se acha o dono da verdade e com poderes absolutos que lhe dão o direito de fazer o que quiser sem ser contestado. Transformou o Palácio do Planalto em uma Lan House de luxo para os filhos e seguidores do asilado na Virginia (EUA), para atacar adversários, colocou em postos chaves ministros incompetentes e tendenciosos, tendo como exemplos Relações Exteriores, Educação e Cultura, Meio Ambiente e algumas secretarias.A demissão de ministro não se dá por incompetência ou falta de ética, mas sim por discordarem das suas ideias, muitas vezes sem sentido prático. Bebianno, Mandetta e agora Moro, amanhã, provavelmente Guedes e Tereza Cristina, todos competentes e eficientes, mas, causam ciúmes por serem eficazes. O povo está sendo sacrificado por doenças e falta de assistência médica e social e agora também por falta de esperança.

Darcy B. Guedes (mecânico) - Londrina

Sergio Moro, foca 2022

A exoneração do diretor geral da Polícia Federal acabou motivando o pedido de demissão do ministro Sergio Moro, que alegou, fundamentalmente, perda de autonomia e interferência política na honrosa e gloriosa corporação. Na sua empreitada, repleta de extrema coragem e patriotismo, o presidente da República matou dois coelhos com uma única cajadada. Acabou sem querer, querendo, provocando a saída do ministro, cujo desempenho à frente do Ministério da Justiça e Segurança Pública, não produziu os frutos esperados e necessários para um governo de reconstrução nacional. Legalmente nada a contestar, tendo em vista o disposto na Lei 13.047 de 2014. Apesar das “interceptações ilegais”, impossível ignorar e negar a brilhante atuação de Sergio Moro enquanto juiz da 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba, no comando da Operação Lava Jato. E, como não poderia deixar de ser, a banda podre do Congresso Nacional, da OAB, do STF, do Ministério Público, apoiados com honra e louvor pela mídia global tendenciosa e manipuladora, sugerem irresponsavelmente, a implantação do comunismo, o fim do estado democrático de direito, a renúncia presidencial, o impeachment inconstitucional, enfim, a volta da roubalheira, da corrupção generalizada e do propinoduto. A cartada de Sergio Moro, que num piscar de olhos, passou de mocinho a bandido, repercutirá lá em 2022. Soberanamente, responderemos nas urnas, o condenável ato tresloucado e extemporâneo do ex-magistrado, ex-ministro e ex-herói nacional, na sua tentativa frustrada de assassinar politicamente Jair Messias Bolsonaro.

Roberto Delalibera (advogado) - Londrina

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