A era da expansão da consciência - Walmor Maccarini
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 05 de agosto de 1998
Walmor Maccarini 
Coincidentemente no final do segundo milênio e raiar do terceiro, saímos da Era de Peixes e entramos na Era de Aquários. É um ciclo astronômico que ocorre a cada 2.160 anos, mais ou menos. O Sistema Solar passa a transitar sob a influência da Constelação de Aquários. Coincide também que completa mais uma volta em torno do Zodíaco, fenômeno que acontece a cada 26.000 anos.
Nossos avós assinalavam a chegada do ano 2000 como o fim do mundo, mas é certo que se o mundo não vai acabar, acaba-se um ciclo e inicia-se um tempo novo, de grandes revelações, evoluções e transmutações.
Ingressamos na era da expansão da consciência. O homem reavivará a memória de sua origem divina, irá se distanciando de suas limitações tridimensionais e começará a conectar-se com as ressonâncias da quarta dimensão, e assim em escala ascendente. Se isto for de sua vontade.
Os portais estão se abrindo para a grande compreensão. Mas temos que nos manter em sintonia mental, e para isto alguns pré-requisitos são necessários. O primeiro deles é limpar a casa, varrendo os lixos que teimamos em armazenar e que são a ira, o ódio, a inveja, a ganância, o egocentrismo, a maledicência, a intolerância, a prepotência, a arrogância, o descaso, o não-perdão, amigos íntimos que temos acalentado e não os abandonamos de forma nenhuma, reservando-lhes o melhor de nossos aposentos.
O ser humano, geralmente, não tem muita fé nele mesmo, isto porque se estriba apenas em sua condição carnal, e como tal nada pode. Desconcentra-se de sua condição divina, dispersa-se, busca no templo, na Bíblia e em seu pregador espiritual as respostas, mas não as encontra, simplesmente por que elas estão dentro dele, e em lugar nenhum mais.
O homem abarrotou de detritos a sua mente e perdeu a memória de que seu corpo físico é apenas uma roupagem temporária, que obriga sua essência divina.
Por onde começar? Pela serenidade mental, pela harmonia nos pensamentos, palavras e gestos. Pela paz no coração, porque a paz interior é possível mesmo em meio à turbulência externa. A paz é uma opção, não uma condicionante. Paz é sintonia com nosso eu interior, onde reside a centelha, a fonte, o repositório de todas as respostas e de todas as provisões.
Exaltar a vida, agradecer pela oportunidade de habitar este planeta, e por todas as coisas. Agradecer sempre.
Exercitar o amor à humanidade. Algo que nos parece tão difícil, mas se não aprendermos essas práticas tão difíceis como esperamos encontrar as facilidades? E o que é esse amor tão difícil de praticar? Nada mais que reconhecermos nosso semelhante como um igual, como um companheiro nesta aventura terrena. Nós escolhemos vir para cá, neste ponto do universo sem fim, então olhemos as pessoas que nos cercam como passageiros do mesmo barco.
Se vivêssemos invisíveis uns dos outros, sem comunicação, nos sentiríamos sós e este mundo seria muito triste.
Há harmonia no universo, mas o homem, dono do livre arbítrio, gera desarmonia dentro de si porque não administra suas idéias, palavras e ações, desperdiça suas energias com o pessimismo e a maledicência, vive em estado de ira e revolta, não cuida de seu espírito e nem do corpo que o abriga, alimenta-se mal e inclusive respira mal. Nem se admite um ser espiritual nem cuida de seu aparato carnal. Embora honesto, trabalhador, cumpridor de seus deveres familiares e de cidadão, comporta-se irresponsavelmente diante da própria vida, que lhe foi outorgada por dádiva divina.
O homem se torna aquilo que quer ser. Sua mente é poderosa e o único instrumento de que dispõe para entrar em sintonia com a mente cósmica, onde estão todas as verdades e todas as respostas. Se o homem pensa torto, sintoniza-se com as vibrações tortas, gera energias tortas e tudo resulta torto, porque esta é a lei.
Se sofre, é porque aprisionou sua alma, tolheu-lhe os movimentos, confinou-a, e tudo o que não é utilizado se atrofia. O homem tem que se pensar uma alma, não um corpo físico. Pensando-se alma se conectará com a luz, de que ela se compõe, e na luz estão todas as coisas. Está inclusive o dinheiro, de que tanto precisa... E o dinheiro não é algo impuro, tudo depende das formas-pensamento de que o revestirmos.
O universo gira dentro de um ritmo, constante, ordenado e imutável. A energia que move as constelações, com tudo o que elas encerram dentro de si, é a mesma que rege os passos e o respirar do homem. Se ele quebra esse ritmo, não pode queixar-se de que o universo conspira contra ele.
- WALMOR MACCARINI é jornalista em Londrina


