Porta de saída para Curitiba e o Porto de Paranaguá, a PR-445 é a rodovia estadual mais importante da nossa região. E a mais negligenciada também. A falta de investimentos de sucessivos governos e a imprudência dos motoristas transformaram a rodovia, especialmente no trecho entre Londrina e Tamarana, num corredor da morte. Daí que não apenas o aspecto econômico, dada a necessidade de melhorar o escoamento da safra, mas sobretudo o humano, com a preservação de vidas, tornam a duplicação da via uma necessidade. Só por isso é que essa bandeira vem sendo levantada há anos pelas entidades representativas da sociedade civil de Londrina e região, o Grupo Folha de Comunicação incluído.

O início tardio, mas premente das obras de duplicação entre Londrina e o distrito de Irerê é um alívio nesse sentido. É o primeiro passo para que a conclusão da construção das quatro pistas até o trevo de Mauá da Serra, no entroncamento com a BR-376, a Rodovia do Café, que liga a segunda maior cidade do Estado à capital, de fato saia do papel.

O anúncio da licitação do projeto executivo dessas obras é um outro passo importante, conforme reportagem publicada nesta quinta (31) pela FOLHA. Ainda que o governo estadual não tenha estabelecido um prazo para o início dos trabalhos, a confirmação de que já há um projeto arquitetônico aprovado e licitado serve como estímulo ao setor produtivo e um alento a motoristas, pedestres, policiais e socorristas rodoviários.

Conforme publicou o DER (Departamento de Estradas de Rodagem) nessa quarta, seis empresas pré-selecionadas pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), que financia os projetos, participam da licitação, sendo duas brasileiras, duas portuguesas, uma espanhola e outra israelense.

A vencedora será anunciada até março de 2020 e terá 15 meses para elaborar os dois projetos executivos. As obras licitadas posteriormente serão divididas em dois lotes: o primeiro, de 26,8km, vai da entrada da BR-376, no acesso a Mauá da Serra, até o acesso ao distrito de Lerroville; e o segundo, com 22,9km, começa após o acesso a Lerroville e vai até o início do trecho que já está sendo duplicado, totalizando 49,7km.

A licitação dos projetos está orçada em R$ 5.671.533,29, e o DER estabeleceu como critérios de julgamento a técnica e o preço. E aí a fiscalização do usuário, ou seja, dos cidadãos, será fundamental para que esses critérios sejam de fato seguidos. A execução da obra passa fundamentalmente por projetos bem elaborados. O londrinense já sofreu demais com os transtornos da igualmente importante, mas morosa, mal ajeitada e, por consequência, onerosa obra de duplicação do perímetro urbano da 445, entre o Conjunto Jamile Dequech, na zona sul, e o trevo com a BR-369.

O que se espera é que uma vez licitados os projetos arquitetônicos, a duplicação até a Rodovia do Café saia do papel sem dissabores. Passou da hora de a porta de saída para Curitiba e o Porto de Paranaguá ser de fato o corredor seguro e eficiente que toda a nossa região merece.

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