A semana começou no Paraná com um leque de restrições impostas em consequência da pandemia de coronavírus. Em Curitiba, o governador Ratinho Junior baixou várias determinações, entre elas a suspensão das aulas nas redes pública e privadas, além de universidades estaduais, a partir do dia 20 de março. Também colocará em home office os servidores com mais de 60 anos.

Em âmbito municipal, o prefeito Marcelo Belinati anunciou uma série de ações restritivas, que foram aprovadas pelo Comitê de Operações Emergenciais em Saúde Pública. Evitar a aglomeração de pessoas é o principal foco das medidas.

Foram anunciadas restrições a missas e cultos e suspensão na cidade de cinemas, teatros, shows e baladas. Os bares e restaurantes deverão atender no máximo 50% da capacidade e respeitando a distância mínima de dois metros entre as mesas. A 60ª edição da ExpoLondrina, que começaria no dia nove de abril, foi adiada por decisão da SRP (Sociedade Rural do Paraná). Na educação, as escolas municipais também terão as aulas suspensas.

Não é fácil tomar uma decisão que mexe com a vida de todo um país. A suspensão de aulas é uma das mais problemáticas, principalmente no Brasil, onde há crianças que vão para a escola para se alimentar. Lembrando ainda dos pais que trabalham e não poderão cuidar dos filhos que ficarão sem aula.

É uma das decisões mais difíceis, porém, necessária por pelo menos um período de tempo, até que a transmissão entre em uma curva decrescente. Os países que vêm conseguindo melhores resultados no combate à epidemia adotaram um rigoroso processo de restrição a interação social aliado a campanhas maciças de conscientização sobre as formas de contágio e as boas práticas de prevenção (higiene pessoal, lavando bem as mãos, e desinfecção de superfícies e ambientes).

A perda de vidas em países como China, Itália, Irã, mostra que o Brasil precisava adotar urgentemente as medidas de diminuição de circulação de pessoas.

Para que o sistema de saúde não entre em colapso, foi preciso tomar uma atitude drástica, tentando evitar que casos gravíssimos lotem os hospitais e extrapolem a capacidade de atendimento dessas instituições.

Todos terão que fazer algum sacrifício pessoal, seja profissional, econômico ou de lazer. E adotar um tipo de “disciplina social”, uma nova cultura de comportamento que vai ajudar a salvar vidas, principalmente de idosos e portadores de doenças crônicas.

A Folha de Londrina liberou o acesso ao conteúdo sobre o coronavírus em seu site. Queremos ajudar na conscientização da população sobre como evitar o contágio e a disseminação do vírus. Para acessar os textos e infográficos, clique nesse link.

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