A dinâmica do jornalismo
Uma notícia pode ter o seu enfoque alterado em questão de segundos. Um fugitivo agora pode ser o recapturado de daqui a pouco. As torres gêmeas de Nova York, antes do primeiro atentado do dia 11 de setembro do ano passado, provavelmente geraram noticiários importantes sobre economia e finanças. Mas, segundos, minutos ou poucas horas depois, viraram notícias tristes, envolvendo perda de vidas, destruição de patrimônio e afronta terrorista contra uma potência até então supostamente inatingível, os EUA. Enfim, notícias podem podem ser transformadas em notícias ruins, dependendo dos acontecimentos. Pode ser o contrário e, acredite o leitor, o jornalista, embora acostumado a lidar com tragédias, sempre trabalha torcendo por coisas boas. Os acontecimentos relacionados à greve das universidades estaduais, ontem, poderiam terminar o dia com um enfoque mais otimista. São mais de 120 dias de paralisação e até por volta das 17 horas o cenário era sombrio. Uma informação, naquele momento, fez supor reviravolta: a governadora em exercício, Emília Belinati, teria apresentado novas propostas aos grevistas. Redação em Londrina e Sucursal de Curitiba se mobilizaram para atualizar o enfoque da notícia, com a expectativa de que se pudesse anunciar o fim do movimento de paralisação. Isso não foi possível, conforme pode-se conferir no caderno Folha Cidade. E a greve continua, as assembléias tentam formas de pressão e o governo propõe timidamente ou quase nada. O triste balanço, na hora de encerrar a edição: tudo igual.





