A difícil tarefa de bater a meta de vacinação
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terça-feira, 30 de abril de 2019
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No próximo sábado, 4 de maio, o Ministério da Saúde vai promover o dia D de vacinação contra a gripe em todo o Brasil e a intenção é sensibilizar a população sobre a importância da prevenção contra a influenza. A campanha começou no último dia 10 e a meta do governo federal é vacinar 58,6 milhões de pessoas até o dia 31 de maio. Tanto que a pasta enviou aos estados 63,7 milhões de doses da vacina. Os grupos mais vulneráveis às complicações da gripe são priorizados no esquema realizado pela saúde pública. Até o dia 18 de abril, foram convocadas as crianças até seis anos e as gestantes.
No Paraná, a Secretaria de Estado da Saúde disponibilizou quase 3,3 milhões de doses. Em Londrina, a meta é atingir 168 mil pessoas até o final de maio. Em 2018, a imunização de gestantes e de crianças ficou abaixo do esperado no município.
Ainda não foi divulgado um balanço da primeira fase. Mas nos primeiros dias, a secretaria de Saúde de Londrina chamou atenção para a pouca procura. O desinteresse pela imunização não é pontual ou recente. Há alguns anos, o Brasil, que é reconhecido por seu programa de imunização considerado amplo e gratuito, percebe uma queda em sua cobertura vacinal. O fato de o governo ter dificuldade para bater a meta é muito sério. Preocupa a possibilidade de que esse comportamento deixe adultos e crianças suscetíveis a doenças que já eram consideradas controladas. Há pouco, o Brasil perdeu o status de país livre de sarampo, um retrocesso.
A segunda fase da imunização contra a gripe começou no dia 22 de abril e até 31 de maio serão atendidos nas unidades de saúde pessoas com idade a partir de 60 anos, trabalhadores da área de saúde, pessoas com comorbidades e doenças crônicas, professores das redes de ensino pública e privada, jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas, profissionais do sistema carcerário, detentos e integrantes das forças de segurança e salvamento.
A preocupação com a baixa vacinação também se dá porque na semana passada uma criança de três anos morreu em decorrência de um caso de gripe do vírus H1N1, em Cascavel. Antes desse caso, a secretaria de Saúde já havia registrado no Paraná quatro mortes de pacientes infectados pelo H1N1.
Infelizmente, a proliferação de fake news envolvendo vacinação pode estar colocando em risco a saúde de crianças e adultos. Infelizmente, as declarações de leigos nas redes sociais acabam tendo o mesmo peso que uma orientação médica. E na dúvida, a melhor alternativa é procurar um médico de confiança. As pesquisas mostram que os brasileiros, de uma maneira geral, acreditam nas vacinas. A grande questão é porque ficam na metade do caminho e boicotam a própria saúde.


