A preocupação com o avanço da dengue não dá trégua nem mesmo na época em que a saúde pública começa a se preparar para o enfrentamento da gripe. É outono, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) anuncia para 4 de maio o início da campanha de vacinação contra a influenza e a população ainda não digeriu a notícia divulgada ontem de que um município do Noroeste do Paraná lidera o ranking das localidades com maior taxa de incidência da dengue. Isso quer dizer que São João do Caiuá tem o maior número de casos em comparação com a população, 16.670/100 mil habitantes.
Em segundo lugar vem Trabiju (SP), com 14.303/100 mil habitantes; Paraguaçu Paulista (SP), com 13.738/100 mil; Estrela D’Oeste (SP), 11.513/100 mil; e Florínea (SP), com 9.039/100 mil habitantes. Segundo o último boletim da dengue divulgado pela Sesa, 5.889 casos da doença já foram confirmados no Paraná neste ano. Deste total, 5.417 são autóctones e 472 importados de outros estados. Sete pessoas morreram. Em Londrina, a Secretaria Municipal de Saúde contabiliza 2.535 notificações e 454 casos confirmados.
O último balanço da dengue divulgado pelo Ministério da Saúde mostrou que o País está com muitas dificuldades em vencer a doença. O avanço da dengue no primeiro trimestre de 2015 subiu 240,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Até 28 de março deste ano, foram contabilizadas 460,5 mil confirmações da doença. No mesmo período de 2014, o registro foi de 135,3 mil infectados. Já na comparação com o mesmo período de 2013 a redução é de 37%.
Em 2015, de acordo com o Ministério da Saúde, foram confirmados 132 óbitos causados pela doença nas 12 primeiras semanas do ano, um aumento de 29% em relação ao mesmo período de 2014, quando foram registradas 102 mortes. Entretanto, a comparação com os 278 óbitos registrados no mesmo período de 2013 mostra uma redução de 52,51%.
A região Centro-Oeste concentra a maior incidência, seguida do Sudeste, Norte, Nordeste e Sul. Não existe ainda uma vacina contra a dengue e a única maneira de combater a doença é acabar com os focos do mosquito transmissor, o Aedes aegypti. Lembrando que ele se reproduz em depósitos de água parada, a solução depende principalmente da educação do povo. Está aí o grande problema: mobilizar e conscientizar.

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