A dengue não dá trégua
A ação realizada nesta semana tem caráter preventivo e busca reduzir as condições favoráveis à proliferação do Aedes aegypti, que transmite a dengue, zika e chikungunya
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quarta-feira, 16 de setembro de 2026
A ação realizada nesta semana tem caráter preventivo e busca reduzir as condições favoráveis à proliferação do Aedes aegypti, que transmite a dengue, zika e chikungunya
A redução de 73% dos casos de dengue em Londrina neste ano é uma boa notícia, mas não deve produzir a falsa sensação de que a batalha contra o mosquito Aedes aegypti está vencida. Há um motivo para essa preocupação, que é a chegada do período de chuvas, exigindo atenção redobrada. Água acumulada e temperaturas mais amenas formam o ambiente ideal para a proliferação do mosquito.
Nesse cenário, a força-tarefa iniciada pela Secretaria Municipal de Saúde na região central é uma iniciativa oportuna. Cerca de 50 agentes de endemias devem vistoriar aproximadamente seis mil imóveis até sexta-feira, numa área que concentra grande circulação de pessoas e onde foram identificados casos recentes de dengue entre trabalhadores que residem em diferentes regiões da cidade.
Na mira dos agentes municipais está o Calçadão e ruas do entorno. A expectativa é visitar aproximadamente 6 mil imóveis até a próxima sexta-feira (18), com atenção especial à identificação e eliminação de recipientes e locais que possam acumular água e servir como criadouros do mosquito.
A ação realizada nesta semana tem caráter preventivo e busca reduzir as condições favoráveis à proliferação do Aedes aegypti, que transmite a dengue, zika e chikungunya. Uma das preocupações da Vigilância Ambiental são os imóveis fechados. Proprietários, imobiliárias, comerciantes e responsáveis por imóveis desocupados precisam compreender que permitir a vistoria é também uma atitude de proteção coletiva.
É preciso lembrar que a responsabilidade não é apenas do poder público. A eliminação de recipientes que acumulam água depende de uma mudança de comportamento que deve alcançar moradores, comerciantes, trabalhadores e toda a comunidade. Uma pequena quantidade de água parada pode representar um risco desproporcional ao esforço necessário para eliminá-la.
O poder público deve fazer sua parte, com equipes suficientes, fiscalização, informação e ações rápidas diante da identificação de focos. A população, por sua vez, precisa incorporar os cuidados à rotina. A prevenção da dengue não pode ser uma mobilização episódica, acionada somente quando os casos aumentam.
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Adriana De Cunto
Chefe de Redação da Folha de Londrina.


