A delação mais aguardada
O ministro do Superior Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, homologou ontem a delação premiada do doleiro Alberto Youssef. Com a ratificação por parte do Tribunal, aguarda-se agora a divulgação dos benefícios que serão concedidos ao principal operador do esquema de corrupção e pagamento de propina na Petrobras, deflagrado pela Operação Lava Jato. Milhões de reais foram desviados da maior estatal brasileira.
Em 1º de outubro de 2014, um dia após ter homologada a sua delação premiada, o ex-diretor da Petrobras Carlos Roberto Costa ganhou o direito de cumprir a pena em prisão domiciliar. Com a delação premiada, o criminoso que aceita delatar comparsas e ajudar a Polícia e o Ministério Público nas investigações geralmente tem acesso a benefícios como extinção da pena, perdão judicial, cumprimento da pena em regime semiaberto ou outras medidas.
Para Youssef, a resposta da Justiça pode demorar um pouco mais por conta do recesso de Natal e Ano Novo. Mesmo assim, a homologação da delação do doleiro era uma etapa bastante aguardada da Operação Lava Jato. O teor dos depoimentos de Youssef chegaram às mãos de Zavascki no dia 16 de dezembro, depois de ser analisado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
O próximo passo será o desmembramento dos casos. Quem tem mandato político será julgado pelo STF. O conteúdo dos depoimentos de Youssef pode trazer novas revelações desse grande esquema de lavagem e desvio de dinheiro envolvendo a Petrobras e empreiteiras e com fortes indícios de participação de políticos. Já causou alvoroço a lista divulgada ontem, pelo jornal "O Estado de S. Paulo", com 28 nomes de políticos citados na delação premiada de Costa. Entre eles estão dois paranaenses: a ex-ministra Glesi Hoffmann (Casa Civil) e o deputado federal Nelson Meurer (PP).
Os depoimentos de Youssef pode levar novos nomes para o Tribunal. 2015 deve começar agitado no STF e na sede da Polícia Federal do Paraná, em Curitiba.





