O vício do cigarro pode ser eliminado, mas os fumantes pouco se esforçam para isso, e assim a mortandade aumenta, porque este é o mal que mais mata, no mundo. Agora descobriu-se algo ainda pior: que o consumo do tabaco pode alterar irremediavelmente o funcionamento de genes fundamentais do corpo. Este seria o motivo porque ex-fumantes ainda podem desenvolver câncer no pulmão mesmo após muitos anos de haverem deixado de fumar. Só na fumaça do cigarro são encontradas 4.700 substâncias nocivas. No Brasil, 200 mil morrem por ano em consequência de doenças que contraem, por esse vício, e no mundo inteiro são 5 milhões, o que equivale a meia população do Paraná anualmente.
Todos os anos, a 28 de agosto - o Dia Nacional de Combate ao Fumo, no Brasil - instituições promovem eventos de alerta aos fumantes, e a imprensa se ocupa disto intensamente, mas a estatística dos viciados não se altera. Porque, se alguns abandonam o vício, novos fumantes vão se acrescentando, justamente os jovens, parecendo que estes se situam mais nas classes média e pobre. Há os que imaginam que fumar confere maturidade e status. No Brasil, 20% fumam, o que significa 40 milhões de pessoas, e destas 62,1% são homens. Um ônus paralelo é o custo social, porque é o povo que paga a conta da saúde, muito onerada pela hospitalização de viciados com câncer e doenças respiratórias e cardiovasculares.
Mas, além das medidas proibidoras do fumo, deveria haver a conscientização dos fumantes, porque, obviamente, é melhor sofrer o sufoco da contenção - um verdadeiro martírio depois que o vício se instala - do que a consequência das doenças. O câncer principalmente. Os não-fumantes são igualmente prejudicados, porque absorvem a fumaça, que tem igual teor de nocividade. Uma fórmula seria proibir o fabrico de cigarro, mas o Governo se vale do tributo pertinente que recolhe e que é elevadíssimo. O negócio do tabaco é muito poderoso e movimenta bilhões, em todo o mundo. O cigarro e as drogas se equivalem em poder de destruição da saúde, mas se para estas há proibição - embora o combate não seja intenso como devia - para aquele há tolerância, o que é um contra-senso.
Uma nação sadia se constrói por suficiente alimentação e pela eliminação dos males nocivos ao corpo humano. A cruzada contra o vício do cigarro é de responsabilidade de todos, inclusive dos que fumam, porque eles têm até a obrigação de mostrar aos não-fumantes, pela própria experiência, o quanto o cigarro causa mal. Fumar é uma forma de suicídio lento, e sobre os fumantes pesa também essa acusação.

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