A criteriosa tarefa de erradicar árvores condenadas
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terça-feira, 28 de maio de 2019
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A poda ou corte de árvores em ambiente público ou particular só é considerada regular após receber autorização dos órgãos competentes e, em muitos casos, é preciso uma boa dose de paciência até ver o serviço concluído. Grande motivo de preocupação, principalmente em dias de temporal com ventos fortes, as árvores antigas e condenadas representam um sério perigo para pessoas, animais, imóveis, veículos e rede elétrica. Em Londrina, a prefeitura começou há poucos dias o serviço de erradicação das árvores condenadas de médio e grande porte. Há solicitações feitas por moradores e autorizadas em 2009 que ainda não foram cumpridas. A expectativa é eliminar 3.600 árvores em um prazo de um ano e meio. Desnecessário dizer que a fila é grande. Os pedidos serão atendidos por ordem cronológica, priorizando os mais antigos. Mas questões de urgência e emergência também serão consideradas.
O serviço iniciado neste mês envolve a erradicação da árvore, a trituração do galho e a destinação final dos resíduos. A empresa contratada calcula que serão erradicadas, por dia, oito unidades. A velocidade na execução da tarefa depende das características de cada exemplar. Para se ter uma ideia da complexidade do trabalho, funcionários da terceirizada contaram à FOLHA que houve o caso de um exemplar de 25 metros de altura que levou oito horas para ser retirada.
Tudo se aproveita. Os galhos e folhas são encaminhados para a compostagem e a lenha é enviada a uma empresa da cidade que faz briquetes que podem ser utilizados em fornos de pizzaria ou olaria. O importante é que o município planejou a realização de um trabalho articulado e junto com o corte está sendo realizado o plantio de mudas de árvores em vários pontos da cidade.
Moradores de vários bairros esperavam há anos por esse trabalho, que envolve uma análise criteriosa das condições das árvores para que não se acabe com um exemplar saudável. É preciso levar em consideração que muitas vidas dependem das árvores, como passarinhos e outros organismos que ajudam a equilibrar o ecossistema. Elas melhoram a qualidade de vida nas cidades, funcionam como um filtro no sentido de melhorar a qualidade do ar e até mesmo ajudam a diminuir a poluição sonora. Além disso, o fator “boa arborização” virou um diferencial para os municípios que desejam se colocar como uma opção para atrair pessoas e empresas dispostas a investir em uma localidade que se mostra preocupada com o meio ambiente.


