Até os 35, 40 anos de idade, o homem se acha imortal. Até essa idade, a morte é idéia muito distante, coisa que só acontece com os outros. A partir dos 50 anos, ele começa a se olhar mais no espelho e notar os sinais da idade. Seu corpo não tem mais o vigor da juventude, os cabelos começam a cair e ficam brancos, as bolsas sob os olhos aumentam. O homem percebe que o tempo está passando mais rapidamente.
Nessa hora, alguns tentam recuperar a mocidade usando roupas de jovem, fazendo muita ginástica, fugindo de pessoas de sua idade. Tudo isso porque não foram ensinados a encarar o início do envelhecimento com sabedoria e senso de humor.
Na realidade, aos 45 ou 50 anos, o homem começa a entrar na andropausa, o chamado climatério masculino, fase em que seu corpo passa por algumas alterações: diminui a produção do hormônio masculino, a testosterona, assim como diminui a atividade dos testículos, provocando então uma discreta diminuição no volume de esperma e ocasionalmente na rigidez da ereção.
Isso não quer dizer que ele perdeu a potência ou a capacidade reprodutiva. Mesmo assim, alguns homens começam a se achar acabados para a vida, perdem a motivação para o trabalho, a confiança em si e ficam tristes e inseguros.
Esse início do processo de envelhecimento começa, então, a se refletir na sua vida afetiva e sexual. Com medo de ficar impotente e com a natural diminuição do desejo, o homem imaturo tem procurado saídas pouco satisfatórias só para provar que tem as mesmas condições de um jovem de 30 anos: tenta se relacionar com mulheres muito mais jovens e começa a buscar elogios como o ar que respira.
É necessário muita cautela para que esses homens não percam a noção do ridículo e usem uma boa dose de senso comum, que podemos chamar de sabedoria. Por exemplo, não entrar em projetos financeiros arriscados e nem aceitar desafios esportivos, que estão muito além da sua capacidade física.
É sempre bom lembrar que a partir dos 50/60 anos, os homens tendem a ter menos ansiedade e o prazer sexual deixa de ser rápido e puramente genital para se transformar em prazer prolongado, resultado de uma intensa intimidade com a parceira. E se o fantasma da disfunção erétil o amedronta, converse com a sua companheira e não se assuste. Acredite que alguns sintomas de tristeza e mesmo depressão que caracterizam uma crise decorrem do forte apego à vida, que faz com que o indivíduo nunca se entregue.
Evite acreditar que ''já está velho. Não decrete voluntariamente o fim da sua vida sexual, alegando cansaço. A saúde, o bem estar físico e psicológico dependem da moderação no uso do álcool, melhor qualidade de vida e cigarro, nem pensar.
Para finalizar, saiba que hoje em dia existem tratamentos simples e eficazes, à base de comprimidos que podem devolver a sua potência e prazer no sexo e mostrar que a vida pode ser muito boa depois dos 50.
MOACIR COSTA é médico psicoterapeuta.
Serviço: Caso tenha dúvidas sobre sexo ligue gratuitamente para 0800.770.6543, de 2 à sexta-feira, das 8 à 14 horas. O atendimento é realizado por médico ou psicólogo.

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