Já foi dada a largada para as eleições municipais previstas para acontecerem só lá em outubro. Políticos que têm alguma pretensão política na disputa se apressam em não deixar os concorrentes abrirem vantagem e aproveitam toda ocasião para exibir suas qualidades. Sendo assim, o eleitor precisa ficar alerta.
Em São Paulo, por exemplo, os candidatos já se engalfinham em busca de espaço midiático. Para aparecer bem na foto, vale qualquer coisa. Afinal, não é pouco gerir a maior metrópole do País e da América Latina, com 11 milhões de habitantes, e que tem um Produto Interno Bruto de cerca de US$ 200 bilhões, maior que o do Chile.
O ex-presidente Lula, por exemplo, turbinou a cerimônia de despedida do então ministro da Educação, Fernando Haddad, que deixou o governo para concorrer à prefeitura paulistana. Em pleno tratamento contra um câncer, Lula não falou em público durante sua visita ao Palácio do Planalto, em Brasília. Mas apenas a presença do ex-metalúrgico já foi suficiente para atrair todos os holofotes do dia e repercutir em toda a imprensa. De quebra, o agora candidato Haddad também conseguiu os seus minutos de exposição.
Não é de hoje que a prática de mostrar serviço em período pré-eleitoral é adotada Brasil afora. A estratégia é histórica e persiste desde os primeiros passos da República. E não é exclusividade dos municípios mais poderosos. Também nas médias e pequenas cidades, políticos locais se desdobram para apresentar suas credenciais aos eleitores.
No Paraná, a temperatura da disputa política ainda não esquentou como em São Paulo. Mas nem por isso, o eleitorado deve ficar menos atento. Pelo que já se viu historicamente, as táticas de corrida não devem ser muito diferentes daquelas usadas em outras praças. Uma arma básica é a de colar sua imagem à de quem conta com prestígio popular. Portanto, tanto os prefeitos que buscam a reeleição quanto seus oponentes tentarão fortalecer suas candidaturas se expondo ao lado de lideranças carismáticas. Os que já têm experiência política relembrarão seus currículos. Tergiversarão sobre o respeito que sempre tiveram com a ética na política. Valorizarão a família e os bons costumes. E terão sempre aqueles que farão promessas e fugirão dos temas mais espinhosos.
Ao eleitor, cabe sempre o conselho da prudência. Tomar o todo pela parte, neste caso, nunca foi a melhor opção e é a alternativa mais arriscada. Ou seja, a decisão por um candidato não deve ser baseada em pequenos feitos, detalhes que valorizam ou minimizam este ou aquele candidato. Ao eleitor, o verdadeiro condutor deste processo, cabe analisar o currículo, as amizades e os projetos de governo de cada postulante ao cargo.

mockup