A conta ficou salgada
Ontem, dia em que a conta de luz dos paranaenses ficou 14,62% mais cara, o governador Beto Richa (PSDB) anunciou, junto ao presidente da Copel, Luiz Fernando Vianna, o lançamento de três programas da companhia para combater o desperdício de energia. O primeiro incentiva os clientes da Copel a substituírem o refrigerador ou o freezer antigo por um novo, mais eficiente, com desconto de 45% no preço do aparelho. O segundo programa incentiva o consumidor a trocar a conta de luz impressa para a versão eletrônica e o terceiro visa a substituição da iluminação de escolas estaduais por lâmpadas mais eficientes.
Qualquer programa que combate o desperdício é bem-vindo. Mas diante dos últimos aumentos na tarifa de energia, o paranaense está esperando mais que um incentivo para troca de eletrodomésticos. Esta semana, a Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) divulgou uma carta aberta cobrando do governo estadual uma redução de tarifas.
O reajuste que entrou em vigor ontem foi ainda mais salgado para as indústrias, que são enquadradas na categoria de alta tensão. Para esse segmento, o aumento representou 15,61%. Foi o segundo reajuste autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) neste ano. Em março, entrou em vigor alta de 36,8%. O reajuste de março foi extraordinário, permitido pela agência para compensar custos que as distribuidoras tiveram ao absorver os encargos que no ano passado eram bancados pelo tesouro e o custo extra para a compra de energia de Itaipu.
Infelizmente, os últimos reajustes de energia estão tendo consequências muito amargas.
Reportagem da FOLHA mostrou ontem o drama das empresas que estão com dificuldade para pagar a conta de energia elétrica. Segundo o SPC, cada vez mais o brasileiro está tendo dificuldade em arcar com despesas com as tarifas públicas, tanto que os calotes nas contas de energia elétrica subiram 14% em maio em relação ao mesmo período de 2014.





