A função da comunicação tem sido amplamente considerada pelos empresários,
principalmente quando se observa que um dos fatores cruciais das melhores
empresas para se trabalhar no Brasil, refere-se a comunicação. Sabemos que
ambientes internos produtivos respondem naturalmente as demandas externas. Não
estamos nos referindo aqui unicamente a questão de qualidade em relação aos
produtos, serviços e tecnologia, mas a qualidade dos relacionamentos que uma
empresa mantém com seus diferentes públicos: funcionários, clientes, imprensa,
governo, fornecedores, entre outros.
Um ambiente interno com qualidade é
um processo vital no qual se valoriza: confiança, competência, comprometimento
e credibilidade.
Partimos da seguinte reflexão: o primeiro público a ser trabalhado em uma
empresa são os funcionários. São eles que fazem, que sorriem, que realizam os
sonhos, sendo fundamental ''viver'' a organização em todos os seus processos.
Não há mais como trabalharmos somente a estrutura técnica. É preciso atuarmos
na instância humana. Ou seja, a estratégia de negócios não pode estar dissociada
da estratégia de pessoas. É preciso construir
relacionamentos.
O segredo para esta conquista: processos de comunicação
efetivos comunicação aberta, intensa e transparente com o envolvimento da
alta administração.
O processo de conquista de confiança está diretamente ligado a qualidade do
processo de informação e comunicação. Não estamos nos referindo aqui ao volume
de informações, mas na análise do que efetivamente necessita ser comunicado.
A
credibilidade de uma mensagem depende de quanto ela está em consonância com a
tendência cultural daquele que a recebe, portanto é preciso identificar quais
são os padrões de relacionamento capazes de produzir a interpretação das
mensagens para que haja resposta. Não há como um veículo de comunicação ser
global servir para todos os públicos , sendo necessário segmentar a
comunicação.
Precisamos entender que é de fundamental importância o conhecimento do público
através de ações de Relações Públicas: pesquisa interna, levantamento da
cultura organizacional, conhecimento do negócio, avaliação dos pontos fracos,
fortes, ameaças e oportunidades para que um planejamento estratégico de
comunicação possa ser praticado.
Somente desta forma as ações empresariais
terão consequência pois é preciso atitudes, não só palavras. É preciso
mudança de comportamento da empresa e não só dos públicos.
A base dos valores referenciados a pouco
está na qualidade do processo de
comunicação que será vivenciado por todos. Ao desenvolvermos nossas atividades
em uma empresa estamos continuamente transferindo conhecimentos, por meio do
aprendizado organizacional isto acresce capacidade estratégica para uma
organização.
Criar condições para que cada indivíduo procure desenvolver ao
máximo seu potencial é função básica de uma empresa hoje. As pessoas devem ser
o foco central de atenção. Precisamos criar ambiente interno no qual
informação, conhecimento e competência fluam livremente para que exista
comprometimento pessoal e auto desenvolvimento. É preciso concentrar o foco na
criação de um conjunto de valores essenciais compartilhados na organização.
A comunicação desta forma cria a cultura organizacional e fortalece a
identidade de uma organização.
MARLENE MARCHIORI é doutora em Ciências da Comunicação e professora da Universidade Estadual de
Londrina.

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