A comoção na tela da TV
Em matéria de notícia, a boa intenção pode se transformar em sensacionalismo, assim como o sensacionalismo, às vezes, acaba em repercussão totalmente positiva para as pessoas diretamente envolvidas e também para toda a sociedade. Ontem, algo parecido com o que se cogita acima teve mais um capítulo. A possibilidade de um rapaz ser Guilherme Caramês, que desapareceu há 11 anos, em Curitiba, e cuja história é marcante pelo empenho da mãe, a vereadora Arlete Caramês, de encontrar seu filho, levou, com certeza, milhares de telespectadores para a frente da telinha. Não se diz aqui, que o programa que apresentou o caso seja sensacionalista. Também não se comenta o contrário. Nesse caso, o próprio desaparecimento do menino e a campanha da mãe, que ganhou proporção nacional, tornaram o acontecimento um espetáculo televiso. Aqui, é bom que fique claro que o termo espetáculo não é colocado de forma pejorativa. A referência é para a possibilidade de boa audiência. Mas o que se viu, na TV, foi Arlete Caramês, mais uma vez enfrentando distância e colocando sua disposição de um dia poder abraçar o menino Guilherme, hoje possivelmente um rapaz. Diante das câmeras, o público viu a incansável Arlete, que para quem a conhece estava comovida, mas demonstrou publicamente uma postura ímpar, at~e no momento de chegar ao menino para ver se nele existem sinais, na cabeça e no peito, que ela, como mãe, muito bem conhece.





