De tanto elucubrar, vislumbrei onde está a chave do Portal da Paz. É tão simples, que chega a doer no coração. Não temos que caçar árabes, cujas vozes só podem se fazer ouvir com explosões de bombas e detonações de torres, posto que aqueles que os agridem agem como se fossem os senhores do mundo e calam qualquer opositor com o ''terror''. Portanto, o ato no WTC não significa uma vingança, e, sim, uma consequência. É a Lei da Natureza de Deus, tanto quanto é a lei da gravidade ou a lei do equilíbrio ecológico. Ou seja, você destrói as matas ciliares e os rios secam. Seria a natureza vingativa?
A história é incontestável e diz que a rejeição dos árabes aos judeus não é religiosa, racial ou econômica. Ela repousa na lei natural, a lei da consequência de ato praticado antes do impasse. Os judeus deixaram a Mesopotâmia a chamado de José, filho de Abraão, vendido ao Egito pelos irmãos, quando aquele foi guindado, pelo povo egípcio, ao posto de governador. Este foi um gesto desprovido de qualquer preconceito, demonstrando que os árabes estavam totalmente desarmados ante os judeus, escolhendo um deles para governá-los. Isso quer dizer que um fato adverso ocorreu para que se chegasse ao conflito. Considerando-se que, perante a história, milênios são átimos de segundos, é como se o fato estivesse ocorrendo agora.
Nesse imbróglio, duas são as consequências: a primeira foi o abandono, do povo judeu, das terras que passaram a ser habitadas pelos palestinos, que ali permaneceram por milênios. Até que, nós, ocidentais (ONU), artificialmente, promovemos o retorno dos judeus para desalojá-los. A segunda é a ingratidão com a qual os judeus se conduziram no exercício do poder no Egito.
O poder lhes subiu à cabeça, e, em manobras de nós conhecidas nos dias atuais assenhorearam-se das riquezas daquele povo que os acolheu de boa vontade. Aí, foi só José morrer e a reação dos egípcios foi a de qualquer vítima. Revidaram, colocando os judeus no primeiro gueto de que foram alvo.
Os judeus vieram confirmando a sua fama de xenofobia, megalomania e ganância, até surgir um ser inconsequente chamado Hitler. Que, na tentativa de exterminá-los, alegou que eles repetiram, na Alemanha, o mesmo que haviam feito no Egito. Diz-se que até fariam o mesmo na Inglaterra.
Porém, os judeus partiram para um continente distante e pouco habitado, posto haver um certo mal-estar na Europa, e foram dar com os costados na América do Norte. Encontraram terreno fértil, pois se juntaram aos protestantes ingleses, insatisfeitos com o seu rei, cuja orientação espiritual, que impulsiona os atos humanos, tem como cerne o dinheiro. Eles crêem que Deus só ama aquele que é próspero, sendo que o dinheiro é o bafejo de Deus. E quem não o tem, é porque Deus não ama. O judeu radical acredita não ser um bom homem aquele que não prospera.
Foi um casamento perfeito e duradouro. Com capacidade de empreender e amealhar fortuna, eles se tornarem o coração do capitalismo nos EUA. Essa cúpula é quem elege os presidentes e os elaboradores das leis, e é, também, formadora da opinião pública, porque possui mais de 80% da mídia, incluindo-se o cinema. Mas não é só o americano que sofre a influência e a regência dessa cúpula. Sofrem também todos os países dependentes economicamente desse imenso capital, havido pelas suas incursões e conquistas pelo mundo.
Daí o brado dos árabes (se foram mesmo eles) atacando nos EUA, como quem diz: ''Chega de nos invadir. Não destruam nossa linda Bagdá, milenar capital do Iraque''. Pois o Kuwait é um engodo, criado por essa cúpula, cujo objetivo é a exploração do petróleo, farto naquele território. Por isso Saddam o retomou para o seu povo e está pagando com a destruição do seu país.
Chega de matar o povo palestino, que pisa um solo que lhes pertence a milênios; penitenciem-se pelo massacre dos mexicanos para lhes tomar Texas, Novo México e Califórnia em 1822/1848, também para assenhorear-se do petróleo. Tanto esse fato é real, que os americanos foram os primeiros produtores de petróleo, graças às jazidas dos Apalaches.
Estanquem as manobras preambulares para invadir a Amazônia, manobra idêntica à praticada para tomarem a faixa petrolífera do Iraque, entregando-a a um beduíno qualquer, transformado em rei. Penitenciem-se por manter agentes infiltrados na China, para intoxicar o povo com o ópio, para anular a sua vontade e a consciência nacional, mantendo a hegemonia naquela parte da Ásia. Peçam perdão a Deus pelo ato terrorista praticado pela dupla dinâmica EUA-Inglaterra (um entra com o dinheiro e outro com a esquadra), matando o povo argentino para estabelecer nas Malvinas uma base militar no Atlântico Sul, também para manter a supremacia sobre os povos desta região. Clamem aos céus que lhes perdoem pelo massacre de Sabra e Chatila, campos de refugiados palestinos no Líbano, onde morreram mais de 3 mil pessoas indefesas.
Esse gesto consequencial, praticado com suas próprias vidas, nos EUA, teria um sem-fim de motivos para, fatalmente, acontecer, pois todo esse rosário de atos de autoria dessa cúpula capitalista, não destrói apenas a quem ataca: ela é também autodestrutiva, segundo a Lei da Natureza de Deus. Tanto é verdade, que o soldado Timothy McVeigh explodiu um prédio federal, matando mais de cem pessoas, logo após voltar da matança perpetrada contra o Iraque, pois deve ter sentido um remorso insuportável e quis fazer sangrar a sua própria carne.
A simplicidade para alcançarmos a paz consiste na cessação dos atos de terror da parte de quem o quer destruir com a guerra e está induzindo compulsoriamente o mundo a lançar-se nessa aventura. Todos os chefes de Estado estão temerosos, menos a Inglaterra, é claro, parceira fiel há séculos. Os demais países se esquivam, por terem sentido o horror da execução da lei das consequências em seus territórios. Que vença a racionalidade, para que o mundo viva, sem esquecer nunca que a cada ação corresponde uma reação. E o planeta terra faz parte do concerto do Universo de Deus.
- MARUSA LEITE é advogada em Londrina

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