Qual o peso que terá a carta de ex-ministros da Fazenda e ex-presidentes do Banco Central cobrando do governo do presidente Jair Bolsonaro uma política de desmatamento zero?

Certamente, depois da pressão de investidores internacionais e empresários brasileiros que pediram um combate mais eficaz contra o desmatamento pelo governo brasileiro, a carta dos ex-ministros vai repercutir dentro e fora do País.

A mensagem divulgada na terça-feira (14) defende uma retomada econômica atenta ao meio ambiente e cobra o fim do desmatamento na Amazônia e no Cerrado.

Ela foi assinada pelos ex-ministros da Fazenda, Eduardo Guardia, Gustavo Krause, Henrique Meirelles, Joaquim Levy, Luiz Carlos Bresser-Pereira, Maílson da Nóbrega, Marcílio Moreira, Nelson Barbosa, Pedro Malan, Rubens Ricupero e Zélia Cardoso de Mello. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que também foi ministro da Fazenda, assinou a carta.

“Os efeitos de longo prazo da pandemia serão severos, inclusive devido ao contexto fiscal ainda mais desafiador. Superar a crise exige convergirmos em torno de uma agenda que nos possibilite retomar as atividades econômicas, endereçar os problemas sociais e, simultaneamente, construir uma economia mais resiliente ao lidar com os riscos climáticos e suas implicações para o Brasil”, diz a mensagem.

O grupo de empresários estrangeiros que pressionaram o Brasil, relacionando investimento à proteção das florestas, se reuniram com o vice-presidente Hamilton Mourão e com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. O recado foi claro: “ações falarão mais que palavras“.

Com a ameaça dos grupos estrangeiros de “desinvestir” nos produtos brasileiros, cabe ao governo federal enfrentar o problema agindo com rapidez e passando a segurança de que tem um compromisso claro com a causa da preservação do meio ambiente.

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