Os líderes do MST algemados e jogados no chão. Os torcedores e jogadores da Portuguesa Londrinense felizes. Estas foram duas das cinco fotos publicadas na capa da Folha, ontem. Escolher as melhores e mais significativas fotos disponíveis para publicação é tarefa difícil. Mas é meio caminho para uma boa capa. Esta seleção, feita com o editor de fotografia, é a segunda etapa do processo de produção.
A primeira ocorre na reunião das 17 horas, com os responsáveis pelos cadernos e editorias do jornal. Nela, cada editor apresenta as principais reportagens e notícias que serão publicadas.
Escolhidas as fotos e definidas as matérias que terão chamadas, é hora de sentar com o chefe da programação visual para ‘desenhar’ a capa. É necessário poder de síntese. São poucos e curtos os textos na primeira página. Há que se resumir, em cinco ou seis linhas, um texto que às vezes ocupa página inteira.
Normalmente, fica o sentimento de que está faltando algo importante. Porque o jornal é grande e oferece mais ao leitor do que a capa pode mostrar. É o preço a ser pago: fazer jornal e vender informação é diferente e mais complexo do que vender pão na esquina ou tomate na feira.
A capa é a nossa vitrine. Ela cumpre as funções de ajudar a vender a Folha e, ao mesmo tempo, registrar, resumidamente, os fatos históricos mais importantes ocorridos no dia anterior em Londrina, no Paraná e no mundo.
Osmani Costa

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