A campanha começou
Candidatos à presidência optaram por iniciar os compromissos junto a suas bases eleitorais
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segunda-feira, 17 de agosto de 2026
Candidatos à presidência optaram por iniciar os compromissos junto a suas bases eleitorais
Folha de Londrina 
A campanha eleitoral finalmente começou. Após meses de articulações políticas, formação de alianças, convenções partidárias e divulgação de pesquisas, os candidatos estão autorizados a pedir votos nas ruas, promover atos públicos e ampliar a presença no ambiente digital. A partir de agora, os números que identificarão os concorrentes nas urnas passam a integrar a comunicação das campanhas. Em breve, terá início também a propaganda gratuita no rádio e na televisão, uma das etapas mais importantes do processo eleitoral.
O calendário é objetivo. Faltam menos de dois meses para o primeiro turno, marcado para 4 de outubro. O segundo turno, se necessário, ocorrerá em 25 de outubro. O tempo é curto para os candidatos, mas também para os eleitores, que terão pouco mais de 40 dias para acompanhar debates, analisar propostas e definir o voto.
Mais de 158 milhões de brasileiros estão aptos a participar da eleição deste ano. Trata-se de um dos maiores processos democráticos do mundo, capaz de mobilizar eleitores em mais de 5,5 mil municípios e de influenciar os rumos políticos, econômicos e sociais do país pelos próximos quatro anos.
Os primeiros atos de campanha demonstraram que os candidatos apostam na força dos símbolos e dos territórios onde construíram suas trajetórias políticas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva escolheu São Bernardo do Campo, no ABC paulista, onde iniciou a carreira sindical e consolidou sua liderança política. O senador Flávio Bolsonaro deu a largada no Rio de Janeiro, estado em que foi eleito deputado e senador. Ronaldo Caiado iniciou a campanha em Goiás, enquanto Romeu Zema concentrou a agenda em Minas Gerais.
Os redutos eleitorais transformaram-se em vitrines políticas. Cada candidato procurou associar a própria imagem a elementos que ajudam a contar sua história e a dialogar com o eleitorado. É uma estratégia legítima e recorrente em campanhas eleitorais, que tende a se repetir até os últimos dias da disputa.
A partir de agora, o debate eleitoral ganhará intensidade. Economia, emprego, inflação, segurança pública, saúde, educação, políticas sociais e relações internacionais estarão entre os temas mais presentes nos discursos e nas propostas dos candidatos. O desafio será separar os compromissos factíveis das promessas feitas sob o calor da disputa.
As eleições representam muito mais do que uma competição entre partidos ou lideranças políticas. Elas são o principal instrumento da democracia representativa e definem não apenas quem ocupará os cargos públicos, mas também quais prioridades serão adotadas pelo país nos próximos anos.
Por isso, a escolha não deve ser orientada apenas pela emoção, pela identificação ideológica ou pelo impacto das campanhas nas redes sociais. O eleitor precisa aproveitar as próximas semanas para comparar projetos, verificar informações e avaliar o histórico e a capacidade de cada candidato.
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