Em dois meses de trabalho, os vereadores que integram a nova Câmara Municipal de Londrina protocolaram 38 projetos de lei. Dos mais diferentes temas, há propostas interessantes e algumas consideradas inviáveis por especialistas convidados pela Folha de Londrina para analisar as proposições. Como acontece em início de mandato, o número de projetos apresentados é alto e a tendência, segundo os professores ouvidos pela reportagem, é que no decorrer dos meses, a quantia de sugestões diminua. Quem começa um novo trabalho está empolgado, quer mostrar serviço e isso é positivo. É claro que há um apelo populista em muitas ideias. A principal crítica é que vários projetos são pontuais e estão distantes dos problemas centrais da cidade. Os projetos relacionados à gratuidade do transporte coletivo devem gerar polêmica. Um deles prevê a isenção da tarifa para desempregados. Seria uma força importante para quem está à procura de trabalho. Mas quem pagará a conta? Neste momento, o município teria condições de arcar com essa despesa? Outro projeto que promete polêmica é a regulamentação do Uber, ideia que encontra grande resistência entre os taxistas. Há também propostas no mínimo curiosas, como aquela que cria na cidade um parque exclusivo para cães, onde só entram animais vacinados e fêmeas que não estejam no cio. Os tutores de animais certamente iriam gostar da ideia. Mas e quanto à fiscalização? Na reportagem publicada hoje a FOLHA provoca o londrinense a acompanhar o trabalho do Poder Legislativo municipal. Infelizmente, o brasileiro não tem o costume de se informar sobre o andamento dos projetos nas câmaras municipais e tampouco de acompanhar o trabalho realizado pelos parlamentares que eles escolheram para representar a sociedade naquela Casa. A cidadania se constrói com a participação popular e os vereadores são os políticos mais próximos das pessoas. São eles que devem buscar soluções para a cidade, ouvindo as reclamações, entendendo os problemas e os desejos da sociedade.

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