A boa e a má notícia
Os reajustes das tarifas públicas promovidos pelo Estado e pelo governo federal corroeram rapidamente, este ano, o poder de compra do brasileiro. O aumento do preço do combustível e o da energia elétrica teve grande participação na alta da inflação. A variação no preço impactou no valor dos produtos e serviços.
Segundo pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o salário mínimo necessário para o sustento de uma família de quatro pessoas chegou a R$ 3.377,62 em maio deste ano, significando aumento de 8,3% sobre o valor de janeiro passado, de R$ 3.118,62. O mínimo real, hoje, está em R$ 788,00.
Em comparação ao valor de R$ 3.079,31 de maio do ano passado, que considera um período de 12 meses, a variação é de 9,6%, 1,3 ponto percentual acima do cálculo para os primeiros cinco meses deste ano. Considerando os R$ 2.975,55 de dezembro de 2014, a diferença é ainda maior, de 13,5%. Esses números mostram que no primeiro semestre de 2015 o orçamento das famílias sofreu grande perda. É por isso que o brasileiro sofre hoje com a forte sensação de falta de dinheiro.
E se essa desagradável sensação de que o seu salário vale menos o acompanha ao supermercado ou ao restaurante, saiba que você não é o único. Segundo o Dieese, os custos da alimentação, que representam cerca de 30% do cálculo do mínimo necessário, subiram tanto fora quanto dentro de casa.
No ano passado foram os alimentos que pressionaram a inflação, tanto que em janeiro de 2015 o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística revelou que em 10 anos a alta no preço dos alimentos beirou os 100%.
Ainda sobre inflação, o Conselho Regional de Economia (Corecon) tem uma notícia boa e uma ruim para os brasileiros. A boa nova é que a inflação vai começar a cair. Mas aí vai a má notícia: ela só deve chegar à meta estipulada pelo governo, de 4,5%, em 2017.





