A poupança, investimento mais seguro, porque é o mais confiável, não remunera bem o investidor, quando seus índices, de pouca variação, são comparados aos de outras opções disponíveis no mercado financeiro. Mas exerce um certo fascínio sobre as pessoas e famílias de rendas mais modestas. Isso é positivo num país de baixa performance em termos de poupança interna.
  A poupança da Caixa Econômica Federal teve em julho captação líquida de R$ 2,9 bilhões, maior valor dos últimos 10 anos, de acordo com a instituição. O número é resultado de depósitos de
R$ 20,5 bilhões e retiradas de R$ 17,6 bilhões. Em julho de 2009, a poupança da Caixa teve captação líquida de R$ 2,5 bilhões e em junho de 2010, de R$ 1,5 bilhão. De janeiro a julho, a poupança da Caixa registra captação líquida de R$ 6,97 bilhões, um crescimento de 40,3% sobre igual período de 2009. O resultado decorre de depósitos de R$ 116,8 bilhões e retiradas de R$ 109,8 bilhões.
  O banco federal também alcançou no mês passado a marca inédita de 40 milhões de contas ativas em poupança. ‘‘Trata-se de um momento histórico, pois a Caixa é a primeira instituição financeira a alcançar este número, correspondente hoje à população das regiões Sul (27,5 milhões) e Centro Oeste (12,5 milhões) juntas’’, destacou a instituição ao repórter Fabio Graner.
  Neste ano, o banco já registra quase 2,3 milhões de novas contas de poupança abertas, uma média de aproximadamente 333 mil novas contas por mês. Segundo a Caixa, a maior parte das contas está concentrada nas regiões Sudeste e Nordeste. O perfil do poupador é de um público adulto jovem, entre 25 e 50 anos, responsável por 53% do total.
  De acordo com o vice-presidente de pessoa física da Caixa, Fábio Lenza, o resultado de julho foi influenciado pela campanha dos cofrinhos Poupançudos, iniciada em junho, além do fato de o mês ter uma captação maior na poupança, motivada em boa parte pelos recursos de férias dos trabalhadores.

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