A baixa procura pela vacina contra a gripe
O Ministério da Saúde fez um alerta sobre o aumento do número de mortes de crianças em decorrência da gripe. Quarenta e quatro menores de cinco anos morreram no Brasil entre janeiro e junho por complicação da doença. No mesmo período do ano passado, o número de mortes chegou a 14. O anúncio do ministério é feito no momento em que se constata uma baixa adesão da população à campanha de vacinação contra a gripe, que se encerrou na última sexta-feira (22). A expectativa era vacinar 12,6 milhões de crianças em todo o País, mas até a semana passada, a imunização atingiu apenas 67,7% desse total. Mesmo com a prorrogação dos prazos, pelo menos 3,6 milhões de crianças com idade abaixo de cinco anos ainda não foram vacinadas. A procura pela vacina caiu também, em 2018, entre as gestantes. Os dados do governo federal indicam que apenas 71% desse público tomou a vacina.
O último boletim divulgado pelo governo indica que 3.122 pessoas foram diagnosticadas com influenza, entre as quais 535 morreram. A falta de adesão à vacina acontece de maneira geral, em todo o País. Mas até o momento, a região que apresentou menor interesse foi a Sudeste, que não ultrapassou a marca de 77,2%.
A campanha nacional de vacinação contra a Influenza começou no final de abril nos postos de saúde atendendo gratuitamente grupos prioritários: idosos a partir de 60 anos, crianças de seis meses a cinco anos, trabalhadores da saúde, professores, gestantes, povos indígenas, mulheres que deram à luz nos últimos 45 dias, portadores de doenças crônicas, pessoas privadas de liberdade e funcionários do sistema prisional. Sem atingir a meta, alguns municípios disponibilizarão as doses restantes de vacinas para outras faixas etárias.
A chegada do inverno preocupa porque aumenta a circulação do vírus da gripe e a imunização é uma arma importante principalmente para esses chamados grupos prioritários, onde estão pessoas que correm risco de que uma complicação da gripe pode levar até a morte. É o caso de idosos e crianças. Que o último balanço divulgado pelo Ministério da Saúde sirva de alerta.





