A ausência da população na Câmara
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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019
A ausência da população na Câmara
A Prefeitura de Londrina prestou contas de 2018 nessa quarta-feira (27) na Câmara. Não havia expectadores no plenário, secretário apenas apresentou os números e mencionou que foi um ano difícil e superaram com caixa positivo. A realidade é que o Planejamento acaba sendo revelado nos números que constam na contabilidade, pois dos R$ 2,362 bilhões previstos para receitas totais consolidadas, apenas R$ 1,940 bilhão foi arrecadado, ou seja, uma diferença de R$ 422 milhões a menos, 17%, e se considerarmos a atualização no meio do ano efetivada pela prefeitura, R$ 2,404 bilhões, essa diferença aumenta para R$ 464 milhões. As despesas com folha de pagamento de 2017 para 2018 subiram R$ 154 milhões (R$ 947 milhões contra R$ 1,101 bilhão em 2018), nem mesmo o aumento do IPTU arrecadado, R$ 46 milhões (R$ 170 milhões contra R$ 216 milhões em 2018), conseguiu cobrir reajustes e contratações. Os investimentos iniciais previstos em R$ 199 milhões acabaram ficando em apenas R$ 20 milhões, ruim para a população, que deseja urbanização de praças, ruas e manutenção dos edifícios escolares e de saúde. Os R$ 156 milhões não recebidos no IPTU foram um dos vilões do Planejamento e a população tem que entender que deve haver mais interesse em participar do Planejamento e nas prestações de contas para que não fique sem investimentos naquilo que mais precisa, praças, ruas, prédios públicos para Educação e Saúde e Serviços com mais qualidade.
ROGÉRIO CARLOS DIAS (servidor federal aposentado e ex-secretário municipal de Gestão Pública) - Londrina
Cidadania não é piada
Em contraponto à carta do sr. Paulo Panossian, quero dizer que a execução do Hino Nacional Brasileiro nas escolas públicas e particulares está determinada, por lei, desde 1971, tendo sido reforçada por outra, de 2009, assinada pelo presidente da República da época. Pelo que sei, não houve exigência em nenhum momento da carta encaminhada às escolas, apenas uma solicitação. O ministro Ricardo Vélez Rodrigues está longe de ser uma pessoa "obscura", sendo reconhecido como um pensador e educador de primeira linha. Quanto à sugestão de que o ministro deve ser demitido, onde estava o sr. Paulo Panossian quando um ministro do governo anterior tentou impor às escolas uma "cartilha" absurda, ofensiva a todas às instâncias do bem deste país? Talvez estivesse defendendo a divulgação, nas mídias, das filmagens de crianças interagindo com adultos nus. Repense suas palavras, sr. Paulo. Ainda há tempo.
NINA GRAÇA DE OLIVEIRA CARDOSO (psicóloga) - Londrina



