A atenção para os cuidados com o cerrado
Uma nova frente de preservação ambiental volta-se para o cerrado, uma extensa área de vegetação mais baixa e retorcida (permeada de cidades) que abrange parte dos territórios de Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Bahia, Maranhão, Minas Gerais e São Paulo. Porque essa vasta região brasileira veio ampliando a derrubada da vegetação para dar lugar ao plantio de cana (para açúcar e álcool) e de soja, à pecuária e à produção de carvão vegetal.
Os riscos da devastação do cerrado são graves, porque a proteção exercida pela vegetação é fundamental para o ciclo hídrico. As manifestações de defesa do cerrado não partem apenas dos movimentos de defesa ambiental mas dos técnicos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e do Departamento de Conservação da Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente. Eles se estribam também nos mapas dos satélites. O Código Florestal estabelece que 35% da área do cerrado e 20% de outras regiões devem ser preservados, mas tem havido violações.
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, é espalhafatoso mas fala como ambientalista quando se refere aos impactos da destruição ambiental, e agora especificamente do cerrado este que é, depois da Amazônia, o maior bioma da América do Sul. Trata-se de uma área já explorada pela agricultura, mediante correção do solo, e produz sem risco de safras, porque irrigada mecanicamente e não muito sujeita a intempéries. As árovores são esparsas e baixas mas existe rica biodiversidade. Os técnicos destacam que o cerrado é tão importante quanto a Amazônia para o combate às mudanças climáticas. E, em face das inundações que ocorrem com frequência mais ao sul, é de pensar-se seriamente no descuido do homem para com o meio ambiente. Agora é a vez do cerrado, depois será a vez da caatinga (que se traduz por região de terra estéril na condição em que se encontra). É o que declara o ministro Carlos Minc, que a seu modo e sem grande força para executar o que prega (porque o presidente Lula não lhe dá apoio, assim como não deu a Marina Silva), é ao menos uma voz dentro do Governo pregando no deserto de consciências preservacionistas neste país.
Alterações nas áreas de vegetação perene podem gerar múltiplos fenômenos em todo o Brasil, como a ausência de chuvas suficientes ou chuvas demais, assim como tempestades. Se o cerrado é apontado também como reserva para o aumento da produção alimentar e a tecologia, por via da Embrapa, fez grandes progressos em certos pontos dessa área na outra extremidade do processo está o perigo de destruí-lo e provocar danos de difícil reparação.





