"Sou brasileiro e não desisto nunca." O batido ditado popular nunca esteve tão arraigado no cotidiano das pessoas – seja pela força do empreendedorismo, para buscar melhorias econômicas ou qualidade de vida. Interessante ressaltar que essa característica da população é aplicada a todos os grupos, seja dividido por faixa etária ou perfil socioeconômico. Divulgado recentemente, um número surpreendeu: aumentou 40,9% o número de idosos inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Com a cabeça cheia de planos e voltada para o futuro, mais de 15,5 mil pessoas com 60 anos ou mais farão a prova no início do próximo mês. No ano passado foram 10.997 candidatos com esse perfil; em 2009, 4,7 mil. No total, são cerca de 8,7 milhões de inscritos. Seja para buscar uma nova profissão ou apenas para adquirir conhecimento, eles querem, de novo, frequentar uma sala de aula. O Enem é considerado a "porta de entrada" para instituições de ensino superior e técnico, além do financiamento estudantil e intercâmbio acadêmico.
Esses dados também têm relação direta com o aumento da expectativa de vida dos brasileiros, que é de 74,6 anos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, e da qualidade de vida. São fatores complementares, mas não únicos e reforçam a importância da valorização do idoso pela sociedade. É fator a ser considerado que ainda persiste na cultura brasileira o pouco respeito aos mais velhos e a baixa valorização da educação. Por isso, o número deve ser comemorado e o seu aumento, incentivado.
Além disso, o exemplo dos mais velhos pode incentivar os mais jovens. Somente a educação é que poderá melhorar de fato o País. Os resultados ocorrem a longo prazo, mas promoverão o desenvolvimento sustentável.

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