O dia 11 de setembro de 2001 jamais será apagado da memória do povo americano. Esse foi um dia de tragédia causado pelos atos covardes de terrorristas. Eles se mataram pelo prazer de matar milhares de pessoas. Esse foi indubitavelmente um dia de assassinato em massa. Trabalhavam naqueles dois prédios cerca de 50 mil pessoas, fora os visitantes e turistas.
Os assassinos planejaram destruir muito mais e ainda extinguir o centro controlador do Exército Americano. Conseguiram demolir os dois maiores e mais imponentes prédios dos Estados Unidos que, em questão de minutos, tornaram-se apenas escombros.
Ninguém jamais poderia imaginar que por volta das 9 horas da manhã desse dia, um avião pilotado por um sequestrador partindo de Boston em direção a Los Angeles, com os seus grandes tanques cheios para a longa viagem até a costa Oeste, seria lançado sem dó e sem piedade, sobre um dos prédios que embelezava o centro da sofisticada Ilha de Manhattan.
Como numa orquestra, alguns minutos depois, um segundo avião no mesmo Aeroporto de Boston é sequestrado. Esse avião que também rumava a Los Angeles, tinha como meta o outro prédio gêmeo que compunha o World Trade Center. Ambos os edifícios, como numa cena cinematográfica, desabam à semelhança de um sorvete que derrete na mão de uma criança.
O povo americano de norte a sul, bem como o mundo inteiro, não podiam acreditar no que viam e ouviam naquele momento. Os agressores conseguiram matar milhares de pessoas inocentes e eliminar uma das mais visíveis presença da região conhecida como o centro do mundo financeiro. Destruíram, em questão de minutos, uma importantíssima imagem da belíssima visão que se tinha do centro da cidade. Como se tudo isso não bastasse, numa investida orquestrada, um outro grande avião é sequestrado em Newark, visando destruir a Casa Branca, intento esse frustrado.
Simultaneamente um quarto avião é sequestrado na Virgínia e lançado sobre o Pentágono. Uma verdadeira manhã de terror que o mundo jamais esquecerá. Pessoas correndo ensaguentadas, outros caindo sem poder respirar, milhares de feridos e milhares de mortos. O grito do terror se fez ouvir por quilômetros de distância dos que conseguiram fugir da morte. A América está em luto!
Quem coordenou e regeu toda essa orquestra diabólica? Certamente foram os filhos de Satanás que estão presentes neste mundo para matar, roubar e destruir, como afirmou o Senhor Jesus no Evangelho. A imprensa americana está supondo que o milionário saudita e terrorista refugiado no Afeganistão Osama Bin Laden é o grande maestro do terror vivido no dia 11.
Inimigo feroz dos Estados Unidos e islamista radical, que pela sua fé mata e destrói, Bin Laden se levanta manifestando ser o grande opositor da liberdade e da democracia mundial, liderada pelos EUA. Essa é uma guerra entre o bem e o mal. Certamente que o mundo livre representado pela Nato não permitirá que homens incientes continuem terrorizando qualquer que seja a nação. Para os Estados Unidos, desde o dia 11 ele passa a ser um homem morto.
A tragédia nunca é boa. Todavia, por intermédio dela muita coisa pode ser mudada. Tem sido impressionante ver e ouvir que numa nação livre e independente como os EUA, que sempre respeitou as diferenças de pensamento e filosofia, une-se para ser uma nação firme e coesa.
Hoje aqui não se fala mais sobre as diferenças entre negros e brancos, democratas e republicanos, evangélicos ou judeus; todos são hoje americanos e querem juntos lutar por um mundo sempre livre e democrata. A solidariedade humana tem sido uma grande marca desse começo de caminhada de mãos dadas do povo americano e isso beneficiará todo o planeta Terra.
Certamente estamos com uma guerra declarada e ninguém irá afastar do propósito do presidente Bush e todo o Congresso Nacional, o dever de erradicar o terrorismo mundial, custe o que custar. Convém lembrar o que Agostinho escreveu há 1.600 anos: ''Amar a Deus e ao nosso próximo pode requerer usar a força contra a agressão.''
Pode ser que estejamos no prelúdio de uma grande guerra. Tudo vai depender como o mundo árabe irá reagir. Não nos iludamos. Precisamos nos preparar. Em dias confusos como esses, não podemos deixar de nos preparar. E como não há mais segurança em lugar nenhum do mundo, nada se torna mais urgente do que o ser humano decidir confiar em Deus e tê-lo como o seu refúgio e fortaleza.
Não sabemos quando algo terrível vai nos atingir de forma mais direta. O apóstolo Paulo já nos alertou: ''Quando andarem dizendo: paz e segurança, eis que lhe sobrevirá repentina destruição como vêm as dores de parto a que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão.''
Nossa vida precisa estar nas mãos de Jesus e então poderemos ter a certeza de que ''nem a morte, nem a vida, nem atentados terroristas, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor''. Somente os que confiam em Deus são ousados para atos nobres. Se tivermos uma grande fé, as nossas ações serão ainda maiores.


- REVERENDO OSNI FERREIRA é londrinense, pastor senior da Igreja Presbiteriana Central de Londrina, e reside em Nova York, onde é diretor do Church Planting Center

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