A ameaça à saúde pela mudança climática
Não é pregação de alarme mas uma advertência ao mundo, destacadamente aos países industrializados e aos desmatadores, a divulgação (resultante de pesquisa) de que a vida no planeta se tornará insustentável se medidas globais de contenção não forem tomadas. A realidade é que as mudanças climáticas geradas pelo aumento do calor (provocado pelo homem) intensificam a proliferação de mosquitos e das doenças tropicais, atingindo principalmente os pobres.
Pesquisa do Lancet Medical Journal e da University College de Londres alerta que os sistemas de saúde no mundo poderão ser colocados sob alta pressão e alguns entrarão em colapso. No caso do Brasil, imagina-se que com a precária infraestrutura de saúde pública e o descaso governamental imperante os miseráveis estão diante de uma perspectiva de vida ainda pior. É grande a possibilidade de se intensificarem moléstias como a malária, a cólera e a dengue.
Serão necessárias não apenas medidas preventivas como saneamento básico e aumento das instalações de atendimento, mas tirar milhões da pobreza, no Brasil e em todos os países onde este problema é acentuado. Esta é a questão mais difícil, porque nem sequer projetos consistentes existem nesse sentido. A humanidade chegou a um ponto de individualismo (isto compreendendo também corporações industriais) que ninguém se preocupa mais com a emissão de gases poluentes, tendo os Estados Unidos à frente. São tais indústrias que aquecem o planeta pelo efeito estufa, derretendo as calotas polares e aumentando a quantidade de água dos mares. O aumento da temperatura, com todos os males de sáude decorrentes, se somará à sinistra previsão (estribada em fatos) de que os oceanos avançarão nas costas, diminuindo o volume de terra firme. Isto significará menos espaço, para uma população que já se aproxima dos 7 bilhões. Se os pobres irão sofrer, também os ricos não sobreviverão. E são eles os grandes poluidores, aos quais se juntam os desmatadores, estes muito encontráveis no Brasil.
A dramática conclusão da pesquisa é que os primeiros que morrerão prematuramente, em face de todos esses males subnutrição, fome crônica, escassez de água potável, péssimo saneamento e moradia miserável são os pobres. Certamente que muitos ricos também ficarão pobres se houver um caos mundial. Até agora revela o estudo os países ricos não disseram quanto estão dispostos a dar em recursos financeiros para garantia de uma ajuda aos pobres. Escasseiam ações coordenadas e uma catástrofe pode acontecer.





