52 sobrevivem à queda de avião etíope
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segunda-feira, 25 de novembro de 1996
Reuter, 
Dos 175 passageiros e tripulantes do Boeing 767 da Ethiopian Airlines, que no sábado caiu no mar após ser sequestrado, 52 sobreviveram. a informação partiu do escritório da companhia aérea em Adis Abeba.
Foram encontrados os corpos de 67 pessoas e 56 estão desaparecidas, presumivelmente mortas. Dois dos três sequestradores se salvaram, estão feridos e foram identificados pelo piloto do aparelho, que sofreu ferimentos na cabeça e está em estado grave. Os sequestradores são etíopes, declarou o gerente geral da companhia aérea, Ahmed Kello, e estão sendo interrogados pelas autoridades locais.
O avião decolou no sábado de Adis Abeba, na Etiópia, rumo à Abidjan, na Costa do Marfim, com escala em Nairóbi, no Quênia. Os três homens obrigaram o piloto a desviar o aparelho para a Austrália, mas o Boeing ficou sem combustível ao se dirigir às Ilhas Maurício. O piloto pediu, então, autorização para pousar no aeroporto de Morini, capital das Ilhas Comores. Quando faltavam 25 quilômetros para chegar ao local o combustível acabou e ele tentou fazer um pouso forçado na praia. O aparelho partiu-se em três pedaços, perto do Hotel de Galawa. Vários hóspedes foram em botes até o local do naufrágio para socorrer os ocupantes do aparelho.
Segundo relatos de sobreviventes, um dos sequestradores estava armado com um machado, outro segurava um extintor de incêndio e o terceiro trazia uma granada numa mão e uma garrafa de uísque na outra. Ele ameaçava detonar a granada de mão caso houvesse resistência. Ele dizia que eram membros da oposição etíope e tinham saído da prisão recentemente, declarou o passageiro israelense Lior Fuchs.
Equipes de resgate anunciaram ontem que precisavam de pelo menos 36 horas e equipamentos especiais para recuperar os corpos presos nos destroços submersos.


