30% dos trabalhadores têm depressão
A competitividade do mercado de trabalho faz com que as cobranças aumentem. É preciso cumprir metas, gerar resultados e superar as expectativas do empregador. Essas exigências podem explicar o índice da Organização Mundial de Saúde (OMS), no qual pelo menos 30% dos trabalhadores do mundo têm sintoma de depressão, transtorno de ansiedade ou estresse.
Pesquisa realizada pela Associação Internacional de Gerenciamento de Estresse (ISMA, na sigla em inglês) revelou que no nível de estresse do trabalhador, o Brasil ocupou o segundo lugar ficando atrás do Japão. O país supera China, Estados Unidos e Alemanha.
O bancário E.S. (que prefere não ser identificado) é exemplo desses dados. Aos 38 anos, está aposentado por invalidez. Conta que durante 16 anos trabalhou em uma agência bancária em constante pressão. ''Fazia hora extra todos os dias. A jornada de trabalho era realmente excessiva'', conta.
Segundo ele, os resultados tinham que ser visíveis. ''Não conseguia relaxar nem fora do trabalho'', desabafa, ressaltando que, para piorar, não fazia atividade física nem tinha muitos momentos de lazer. Além de afetar o psicológico, a função trouxe problemas físicos - sofre de problemas no tórax e tendões atrofiados. ''Não posso dirigir. O trabalho tirou parte da minha liberdade'', lamenta.
Para evitar casos tão extremos, especialistas sugerem planejamento, prática de exercício físico e até refeições mais tranquilas (leia mais no quadro ao lado). (P.C.B.)





