2018 e o cenário climático: quais serão os avanços?
Após a COP 23, realizada em novembro, em Bonn (Alemanha), os países devem dar andamento a passos largos na implementação do Acordo de Paris firmado em 2015.
Estamos vendo a olhos nus as consequências das emissões de gases de efeito estufa na atmosfera. Teremos cada vez mais doenças respiratórias, ondas de calor mais fortes, crise hídrica e paisagens alteradas, entre outros efeitos.
Infelizmente, a COP23 não trouxe muitas novidades. Não se esperava grandes alterações, uma vez que a conferência tinha o papel de intermediar questões técnicas e jurídicas do livro de regras do Acordo de Paris. A grande intenção foi debater e definir formas pelas quais os países devem reportar os seus progressos mitigatórios, tanto na questão financeira quanto na transparência dos relatos.
O fato é que o prazo para o cumprimento do Acordo de Paris está cada vez mais curto uma questão preocupante uma vez que os países além de não terem avançado com as metas estabelecidas também não fizeram novos anúncios sobre o cumprimento dessas metas. Portanto, devemos continuar em alerta!
Para a COP24, em 2018, que terá a cidade de Katowice (Polônia) como sede, espera-se uma definição nas negociações avançamos ou estagnamos. Se estagnarmos, perderemos ainda mais tempo, afinal em 2020 os países signatários deverão rever suas metas nacionais.
A revisão dessas metas faz parte do calendário de 2020, e mesmo que se cumpra tudo o que foi prometido no Acordo de Paris, o cenário climático para o fim do século não será nada satisfatório. Não podemos mais ficar discutindo em relação ao que deve ser feito, precisamos agir. Nesse sentido, é primordial o avanço de cada país de forma rápida e firme no cumprimento de suas metas individuais. Os acertos técnicos e jurídicos precisam transpor as boas intenções.
Entre tantos desafios, conter o aquecimento global a 1,5°C na temperatura do planeta é um deles esse é um dos objetivos sugeridos pelo Acordo de Paris, firmado em 2015, e debatido durante a Conferência do Clima da ONU.
Em 2018, será emitido um relatório que terá publicação anterior à COP24. Nele, será traçado o cenário em que o mundo estará em 2030. Dessa forma, teremos a dimensão da distância entre os objetivos do Acordo de Paris e a direção que estamos seguindo.
CRIS BALUTA é conselheira e coordenadora do Grupo de Intercâmbio de Experiências em Meio Ambiente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK Paraná)





