Este é o período do ano mais propenso ao acúmulo de dívidas. Confraternizações, presentes de Natal, férias, impostos a pagar em janeiro, matrícula e compra de material escolar: a lista é grande. Com o 13º salário na mão e o otimismo que costuma crescer entre os consumidores, fica mais fácil gastar sem planejamento. No entanto, importante lembrar que todas as compras devem ser feitas sem comprometer o orçamento.
Pesquisa realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio-PR) aponta que 62% dos entrevistados pretendem presentear alguém no Natal, enquanto 54% planejam investir mais em presentes do que no ano passado. A notícia é boa para o comércio, que espera um aumento de 8% a 8,5% nas vendas. O consumo é importante porque sustenta a cadeia produtiva, mantendo a arrecadação de impostos e os empregos.
No entanto, importante lembrar que inadimplência não interessa a ninguém. O novo cenário econômico – de estabilidade econômica e crédito farto – de certa forma estimulou o consumo. A falta de educação financeira dos brasileiros, em muitos casos leva ao descontrole. Tanto que o nível de endividamento das famílias atingiu 45,36%, segundo balanço divulgado pelo Banco Central em outubro, o maior nível registrado desde o início da série, em janeiro de 2005. Há oito anos, o percentual era de 18,39%.
Considerando todos esses dados, é preciso enfatizar a importância de se planejar os gastos. Estabelecer uma medida de controle, a fim de não acumular dívidas e cair na inadimplência, é fundamental. É preciso atenção, uma vez que o índice apresentou alta nos últimos dois meses. Consumir é importante, mas é preciso adotar o consumo consciente e responsável. Projeções indicam que a inflação continuará em alta no próximo ano, assim como os juros básicos da economia, o que encarece mais as dívidas. Controle e planejamento devem ser as novas palavras adotadas pelos consumidores.

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