Este ano foi excepcional para a Telepar. Estamos comemorando vários recordes. O volume de investimentos, por exemplo, foi o maior dos 34 anos de existência da empresa - R$ 507,6 milhões aplicados na telefonia convencional e celular, na comunicação de dados e na implantação de infra-estrutura. Neste ano estão sendo instalados 134 mil novos telefones convencionais. Na telefonia celular, em 97 chegaremos a 200 mil acessos ativados, aumentando em 80,2% o número de acessos ativados entre 92 e 96 (111 mil). O lucro operacional, de janeiro a outubro, já supera em 15,2% o total do exercício de 96, com o crescimento das receitas operacionais líquidas passando de R$ 567,3 milhões para R$ 648,8 milhões, o que aumenta a margem de lucro da empresa de 28,45 para 30,5%.
Mas esses são apenas dados quantitativos. Em 1997, a Telepar obteve o certificado ISO 9002, que coroa todo o esforço que vem sendo desenvolvido para uma expansão com qualidade. Temos consciência de que as telecomunicações, na América Latina, estão passando por um processo de rápida transformação. Os analistas avaliam hoje o setor em cerca de 36 bilhões de dólares, com um crescimento para cerca de 60 bilhões de dólares por volta do ano 2000. Ou seja, o crescimento do setor de telecomunicações da América Latina é um dos mais importantes eventos econômicos desta última década do século 20. E é neste contexto que a Telepar busca uma posição privilegiada.
Estamos investindo fortemente na infra-estrutura de telecomunicações, com destaque para o projeto de implantação de uma Rede de Fibras Ópticas (Rotpar), o que vai permitir que o Paraná ingresse, de cheio, no futuro das novas tecnologias. Já num primeiro momento, em função de investimentos da ordem de R$ 125 milhões, estaremos elevando a velocidade e a qualidade do tráfego de informações e ampliando a capacidade de ligações interurbanas simultâneas (de 8 mil para 900 mil). A implantação de redes urbanas de fibras ópticas vai fazer com que as telecomunicações no Paraná disponham de qualidade, segurança, rapidez e baixo custo, tornando-se um dos principais esteios para o desenvolvimento econômico do Estado. A Rotpar e seus equipamentos associados possibilitarão, além do aumento substancial do volume de ligações interurbanas instantâneas, novos e modernos sistemas de telecomunicações, tais como teleducação, telemedicina, Internet de alta velocidade, videoconferência e uma infinidade, de outros serviços ainda em desenvolvimento, como, por exemplo, a interação TV computação e o ‘‘video-on-demand’’.
Claro que ainda existe muito por fazer. A proporção de telefones por habitante está ainda muito longe dos países industrializados. Na área de concessão da Telepar chegaremos, neste final de 97, a aproximadamente 13,26 aparelhos por 100 habitantes (sendo 11,96 convencionais e 2,3 celulares). Só recentemente o país voltou a investir neste setor fundamental, abrindo caminho para um processo de privatização que, criando condições de novos investimentos, permitirá que as telecomunicações possam acompanhar a rapidez das mudanças econômicas exigidas pelos novos tempos. Enfim, se o crescimento e o dinamismo das telecomunicações na América Latina não podem ser negados, a Telepar é disto um dos principais exemplos. Investimento, liberalização, novas tecnologias e a perspectiva de um crescimento vigoroso no futuro fazem desse setor um dos mais atraentes do mundo. A Telepar, no contexto das ações desenvolvidas pelo governo federal, entrou com ânimo na revolução que está apenas começando. Os recordes obtidos neste ano, a competência de seu quadro funcional, a firme direção política do governo federal permitem que, fazendo um balanço das realizações deste ano, possamos afirmar, com segurança, que o mote ‘‘Telepar, sua ligação com o futuro’’ é mais que uma frase. É a pura realidade.

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