Manifesto pró-Calçadão
A opinião do arquiteto Eduardo Suzuki (Cartas, 28/05) sobre a reforma do Calçadão é um pequeno manifesto em defesa da inteligência e sensatez, artigos que parecem em falta na Londrina de hoje. O Calçadão é perfeitamente adaptável às novas normas de acessibilidade. As passarelas destinadas às pessoas com dificuldades de locomoção ocupariam o espaço das antigas calçadas da Avenida Paraná. No leito da ''avenida'', permaneceria o petit pavê com seu desenho histórico e original. Nesta proposta, caberia perfeitamente a mudança do mobiliário e da iluminação, que estão ultrapassados. A proposta do arquiteto afina-se com o que há de mais atual na preservação do patrimônio histórico. Prefeito Barbosa Neto, juízo! Não nos tire um símbolo de nossa identidade e singularidade como povo.
RICARDO VERTUAM (analista de sistema) - Londrina
Corol, um abacaxi?
Sobre a possível fusão entre a Cocamar, a Corol e a Cofercatu, será que uma cooperativa ''grande, a perder de vista'', é vantagem a médio e longo prazos? Será que para um comando estabelecido durante décadas é benéfico a ideia de uma cooperativa? Será que existem formas de o agricultor poder participar ativamente sem temer o ridículo e a retaliação? Assumir o ''abacaxi'' Corol seria lembrar um pouco as origens do sistema cooperativista. Pequenos grupos investindo na ideia que a maior força vem da somatória de indivíduos e não de uma massa dependente e passiva. Uma mudança de fato seria acabar com a cultura do autoritarismo ser mal necessário na gestão de pessoas, seja na cooperativa, na família, na escola, na política.
DANIEL STEIDLE (educador ambiental) - Rolândia
'Seca pimenteira'
Já não levava muita fé nessa seleção do Dunga, agora visitar Lula antes de seguir para a África do Sul é demais! Com o pé-frio do dito cujo já comprovado, ela não vai passar da primeira fase. Será que existe alguma maneira de evitar esta catástrofe? Se alguém souber que o faça, senão é mais uma tentativa em vão de buscar o hexa.
EDMILSON ASSIS DOS REIS (autônomo) - Londrina
Alimento no lixo?
Dias atrás enquanto esperava o preparo de um sorvete, observei um dos funcionários contando casquinhas com algum defeito ou com pedacinhos quebrados e jogando no lixo. Perguntei por que elas não era aproveitadas ou doadas a alguma instituição, visto que estavam em perfeitas condições de consumo. Disseram que se eles levassem para casa ou consumissem seriam demitidos. Confirmei que até sorvete que sobra é jogado fora. Fiquei imaginando quantas crianças poderiam se deliciar com aquelas casquinhas defeituosas e sobras de sorvetes que ficam nas máquinas para irem para o lixo no dia seguinte.
IVONETE DAVANSO TOMELERI (encarregada de pessoal) - Londrina
O negociador
Como é bom termos um presidente da República negociador, que deixa o país e sai pelo mundo numa missão humanitária, tentando salvá-lo do holocausto. Gostaria de solicitar ao presidente Lula que tente negociar com os deputados e senadores para que aprovem leis eficazes para melhorar a qualidade do ensino no país, a qualificação e a remuneração dos professores. Poderiam também criar um plano nacional de saúde pública que contemple a todos e com rapidez, melhorando também os vencimentos dos profissionais deste setor.
ESMERALDINO FRANCO (professor) - Londrina





