A nova moda da aquicultura - o termo, que significa a criação de organismos aquáticos - de algas a pescados - em cativeiro, entra na moda, com a implantação do Conselho Nacional de Pesca e Aquicultura, de acordo com promessa de José Fritsch, à frente da nova Secretaria. Para Tsuneo Okida, presidente da Federação dos Pescadores do Estado de São Paulo, a criação do Conselho ''deverá beneficiar os 1.800 pescadores artesanais da Baixada Santista, que aguardam por mais incentivos à atividade''. Por outro lado, comemorando a definição de uma Secretaria Nacional para o setor, Okida afirma que ''é o fato mais importante que aconteceu nos últimos 10 anos''. Só em São Paulo, justifica, ''temos 1 milhão de hectares de água doce represada e temos de praticar a aquicultura, porque já existe tecnologia apropriada para isso''.
Pesca oceânica rende dólares - apesar da falta de estrutura e de incentivos, a pesca oceânica brasileira movimentou cerca de US$ 100 milhões em 2001 e conseguiu aumentar sua participação na pesca de atuns no Oceano Atlântico, de 5% para 20%. Esse acréscimo foi acertado em foro internacional, durante reunião realizada em novembro deste ano na cidade de Bilbao, Espanha, na Comissão Internacional de Captura e Conservação do Atum Atlântico (ICCAT). O Brasil fechou 2001 com a captura de 60 mil toneladas de atum, o que já representou um aumento de 100% em comparação a 1998, quando teve início a negociação do país para aumentar sua participação neste mercado, que movimenta anualmente US$ 10 bilhões.
Baixo São Francisco em alta -de acordo com informações do Ministério do Desenvolvimento Agrário, a região do baixo São Francisco, na divisa de Alagoas e Sergipe, tem condições de se consolidar como o terceiro maior pólo de aquicultura do país, atrás apenas do Oeste do Paraná e litoral de Santa Catarina, com uma estimativa de produção anual de 6 mil toneladas de tilápia e camarão, o que corresponderia a um faturamento de R$ 18 milhões. Na região existem hoje 650 pequenas e médias criações de peixes em viveiros, especialmente para a reprodução de tilápias. Segundo estudo, divulgado em novembro deste ano pela Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf), a capacidade de produção da região é estimada em 350 mil toneladas de tilápias por ano, quantidade que superaria as 230 mil toneladas de peixe retiradas anualmente do Delta do Mississipi, nos EUA, e que corresponde a 50% da produção total daquele país.
Oh, yes, nós temos caviar - com uma tecnologia desenvolvida nos laboratórios de tecnologia de alimentos do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), que já está disponível para produção em escala comercial, será possível transformar ovas de jaraqui e piranha-preta, peixes abundantes nos rios da Amazônia, em patês, embutidos e em um produto similar ao refinado caviar de esturjão. O ''caviar nacional'' foi processado com ova de piranha- preta e, testada pelos consumidores, alcançou mais de 86% de aceitação.
Exploração irregular prejudica pescadores do Paraná - conforme denúncias que chegam cotidianamente ao escritório paranaense do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), as águas territorias do Estado viraram um ''mar sem lei''. Sem contar com uma estrutura de empresas que beneficiem produtos marinhos, os pescadores artesanais do Paraná estão sendo prejudicados pela concorrência desleal da indústria da pesca de Santa Catarina e de São Paulo. Os barcos que exploram irregularmente as águas do litoral paranaense são equipados com sonares, que varrem as profundezas do mar em busca de cardumes. De acordo com um dessas denúncias, em julho deste ano período de pesca da tainha , apenas uma das 60 traineiras que estavam no litoral, vindas de Santa Catarina, conseguiu pescar, num só dia, 130 toneladas do peixe. Contando somente com 10 pessoas para fiscalizar uma costa de 100 quilômetros de extensão, com mangues e reservas de Mata Atlântica, o Ibama não tem tido condições de coibir os abusos.

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