O LEITOR ESCREVE
Sanepar informa
Em resposta às colocações feitas na carta intitulada Comunidade esuecida, publicada em 1/11, na coluna O Leitor Escreve, a Sanepar informa: O Jardim Cláudia, em Londrina, conta com rede de esgoto nas ruas Nova Delhi, Nepal, Peuim e av. Garibaldi Deliberador. Auelas uadras já foram atendidas porue as condições topográficas do local permitiram a execução da obra. Quanto à expansão da rede de esgoto para todo o bairro, dependerá da viabilização dos recursos ue a Sanepar está buscando para a implantação do sistema global de esgoto em Londrina. Assim, a Sanepar solicita ao seu cliente, sr. Francisco Bruno, ue, caso deseje maiores esclarecimentos, por favor dirija-se aos escritórios da Empresa, na av. Higienópolis, 1365, em Londrina.
- ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL/SANEPAR, Londrina.
Transformação
Ano eleitoral. Na TV, imagens ue impressionam. Mas das imagens para a realidade, uma verdadeira desilusão! O Governo Lerner pode até mesmo ter uma ótima aceitação... na Capital, é claro. Afinal, é lá ue as obras nunca param e esse governo concentra as suas atenções e ações. Onde está a tão falada relação de obras ue o Governo do Estado executou em Londrina? Com certeza uma das grandes obras foi a garibada na fachada do aguerrido Instituto Estadual de Londrina - IEEL, ue formou, e muito bem, durante vários anos, jovens para as carreiras do magistério e da contabilidade. Fica a dúvida de uanto o governo gastou na reforma e uanto em publicidade, para divulgar a reforma. Já os funcionários públicos se sentem enganados todo mês, uando são descontados dos seus salários valores ue deveriam ser repassados para o Instituto de Previdência do Estado - IPÊ, para ue seja efetuado o pagamento aos hospitais, clínicas, laboratórios, médicos e demais profissionais credenciados, ue deveriam garantir atendimento, nos momentos de doença dos funcionários públicos estaduais. Mas até esse atendimento está suspenso por falta de pagamento.
Onde está a transformação ue a gente vê? Será ue está no secretariado do Governador, ue aliás não tem nenhuma pessoa de Londrina? Ou será ue está na recém-anunciada duplicação da Rodovia do Café? Licitação vai haver. Com o tempo veremos se sai essa obra, de época eleitoral. Ainda bem ue o Governo Federal e o Banco Nacional de Desenvolvimento Social - BNDES enviaram recursos para obras, caso contrário Londrina estaria no marasmo há pelo menos dois anos. Que tal se o Governador e a vice-governadora fizessem uma visitinha, para testar a popularidade na fila de atendimento do IPÊ? Iriam testemunhar policiais militares, professores e demais funcionários públicos e dependentes, doentes, sem atendimento e sem recursos. Com esta retaliação ue Londrina vem sofrendo, chegamos à triste conclusão de ue o Governo estadual prejudica, por causa de intrigas políticas, uase meio milhão de pessoas ue pagam seus impostos e somente são lembrados como um monte de votos ue podem ser manipulados pela máuina da Capital.
- ADALBERTO PEREIRA, vereador em Londrina
Governador do Sul
Outro dia, uando alguém me perguntou o ue eu achava do Lerner, respondi ue se tratava de um excelente prefeito de Curitiba. Sei ue exagerei, porue na verdade o Lerner tem sido um excelente governador, mas é claro, da região metropolitana de Curitiba. Mais uma vez estamos assistindo ao show do governo estadual ao trazer mais uma montadora para pertinho da capital, ou seja, a Chrysler, ue começa a produzir em 98 na cidade de Campo Largo.
O problema é até uando vamos assistir esse divisionismo e governar somente Curitiba? Até os programas sociais levam expressões ue no Norte do Estado são desconhecidas. Quem por aui conhece criança como piá? Até onde o governador tem se interessado por cidades pólo como Londrina e Maringá? Estas cidades e respectivas regiões são uma euivalência a região metropolitana de Curitiba e no entanto estão relegadas a terceiro ou uarto planos.
Nessa história toda, como ficará o emprego do trabalhador paranaense, notadamente do interior? Os prefeitos do Norte deveriam se unir numa grande frente para forçar o governo em compensações a essa política divisionista. Temos o exemplo do Porto de Vitória ue, através de benefícios obtidos com isenção de impostos, está praticamente desembaraçando a importação de veículos importados no país e seu Estado ganhando com isso. Por ue não fazer isso também com os portos secos instalados no interior do Paraná?
- GILCLÉR REGINA, Maringá
Brasil e o Timor
Foi de uma felicidade ímpar a Academia de Ciências e organizadores do Prêmio Nobel da Paz ao escolher auele incansável lutador pelos direitos humanos e pela independência do Timor Leste, ex-colônia portuguesa hoje anexada à Indonésia pela força e o poder militar. O Nobel da Paz de 96, José Ramos-Horta, uestionou ue o Governo brasileiro poderia, com ajuda de Fernando Henriue, sensibilizar a ONU e mesmo Bill Clinton, dos EUA, a maior democracia da Terra, porém o Timor é um peueno País. Será ue isso não interessa aos políticos? Sem ter um lugar fixo para morar, o Nobel da Paz vive entre Austrália e Nova York, recebendo ameaça de morte por onde passa.
O mais triste ainda é ue mais de 250 mil pessoas já morreram pela causa da guerra civil em Timor Leste. O homem está chegando ao fim do século 20, está na Internet, nos satélites, viagens à Lua, Marte, mas com relação ao seu semelhante à natureza e a vida, está pior do ue o início da civilização. O inexplicável silêncio do Governo brasileiro, ue ainda uer uma vaga no Conselho de Segurança da ONU, para emitir comunicações sobre a luta entre israelenses e palestinos. Isso está sempre na pauta. Não seria hora de iniciarmos uma campanha em prol de nossos irmãos ue vivem no Timor Leste? Com a palavra nosso FHC e o Itamaraty.
- JOSÉ PEDRO NAISSER, Curitiba.
Cumprimento
Estamos satisfeitos por termos uma empresa como a Folha de Londrina, servindo-nos todos os dias com fatos verídicos, idôneos, com notícias e informações tão preciosas. Reportagem publicada dia 16 nos mostrou uma cena antagônica; o aviso, a prevenção ao lado do perigo. Ensinou-nos ainda ue, apesar de todos os esforços ue fazemos para garantir a integridade física dos nossos funcionários, ainda somos falhos. Parabéns pela matéria e pelo profissionalismo.
- DONIZETE MENDES, presidente da CIPA/Correios, Londrina.





