- OPINIAO DO LEITOR
Arrecadação da Igreja
O leitor Antonio F. Massaro (Opinião, 22/4) diz não ser adepto a nenhuma religião. Deveria ao menos ser adepto da verdade e evitar afirmações inconsequentes e levianas. A arrecadação paroquial é administrada pela própria comunidade. Um percentual, que pode chegar a 17%, é enviado para a Arquidiocese que mantém seminários, bispos, Centro de Pastoral e obras sociais. Uma única vez por ano, na solenidade de São Pedro e São Paulo, as ofertas (não o dízimo) são enviadas ao Vaticano em solidariedade às obras sociais da Igreja em países pobres. A Catedral de Londrina, com o próprio dízimo, sempre ajudou de forma exemplar famílias e comunidades pobres. A atual campanha para a troca do telhado é porque, bem diferente dos mercadores da fé, nunca visou o próprio enriquecimento.
ROMÃO ANTONIO MARTINI MARTINS (padre) Londrina
Telhado da Catedral
O contabilista Antonio F. Massaro desconhece totalmente os fatos. Nada do que entra na Igreja Católica vai para o Vaticano, a não ser a única coleta do Óbulo de São Pedro, e da qual sempre é publicado um relatório de sua aplicação. As dioceses são autônomas na sua contabilidade, e tudo é aplicado na própria Diocese. Nos estatutos oficiais da Igreja Católica consta uma cláusula de que tudo é aplicado em território nacional, e nada é enviado para o estrangeiro. Nossa contabilidade é muito séria. A Catedral troca o telhado sim, com a contribuição do povo unicamente. Não recebi nada do Vaticano, e nem mandei. Agradeço a todos que ajudaram. Cuidado com aqueles que fazem contas sem conhecer os documentos.
BERNARD CARMEL GAFÁ (Pároco da Catedral Metropolitana de Londrina)- Londrina
Conhecimento de causa
Aprendi,desde pequena,que não devo emitir opinião, nem discutir sobre assuntos que não tenho conhecimento. Ensinaram-me que devo procurar estudar/conhecer os fatos para que nunca passe pelo vexame de tentar emitir pareceres sobre conteúdos desconhecidos. Quero contar isso que aprendi, e que também sempre ensinei e ainda ensino a meus alunos, ao sr. Antonio F. Massaro que afirmou neste espaço que "mensalmente os dízimos e ofertas arrecadados na Igreja são enviados ao Vaticano". Sugiro que o leitor se dirija a qualquer templo católico e verifique o demonstrativo contábil mensal afixado em seus murais ou dirija-se a qualquer fiel católico que tenha participação efetiva na comunidade em que vive.
MARIA APARECIDA BERTOLINO (membro do Conselho Econômico da
Arquidiocese de Londrina) Londrina
Banir nomes de militares
Com relação à manchete de ontem da FOLHA "Deputado quer banir nomes de militares de obras públicas" (Política, 22/4), certamente, no lugar dos cinco presidentes da Revolução de 64, o deputado Professor Lemos (PT) colocaria os nomes dos diretores da Petrobras. Nossos presidentes da Revolução de 64 eram honestos e com os impostos arrecadados, na época, muito inferior aos bilhões de hoje, construíram Itaipu, a ponte Rio-Niterói e, sem um centavo de pedágio, construíram a rodovia presidente Castelo Branco e asfaltaram quase todo o Brasil. Não pense que o povo brasileiro está sendo enganado pela mídia. Quem viveu naquele tempo, como eu vivi, sabe muito bem a diferença entre moral, honestidade, justiça contra comunistas e o retorno dos impostos arrecadados do que do tempo das malandragem de hoje.
ISRAEL CONSOLIN (aposentado) - Jacarezinho
Correção
Ao contrário do informado na matéria "Empresas públicas operam no vermelho" (Política, 21/4), a reportagem sobre o balanço da Sercomtel foi publicada na edição de 18/4 na editoria de Economia.





