Pagando favores

Deve ser duro para uma autoridade judiciária ser obrigada a pagar favores a criminosos pelas suas nomeações. Estamos assistindo ministros do STF vergonhosamente soltando da cadeia condenados que foram seus superiores, quando estavam no poder, e agora lhes cobram a liberdade a qualquer custo. No último domingo (8), o comportamento do desembargador de plantão no tribunal de Porto Alegre foi indecoroso e acintoso, tentando colocar em liberdade, sem nenhuma justificativa plausível, o ex-presidente Lula. Petista de carteirinha, a nomeação do desembargador se deu no governo Dilma Rousseff. Essas atitudes perniciosas mostram que as nossas instituições não estão funcionando plenamente como querem nos fazer crer. O Judiciário está dependendo da bravura de uns poucos magistrados para manter encarcerados corruptos condenados. Essa instabilidade institucional ameaça a nossa democracia.

LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) - Londrina


Coligações absurdas

Totalmente absurda e inconcebível essa proposta de alguns partidos e até do próprio PSDB de que coligação com Ciro Gomes aconteça. Não somos acéfalos, nem nos falta a memória histórica para não reconhecer que seria o mesmo que um casamento pelo sistema de "união total de bens" entre Geraldo Alckmin e o amigão do Lula: Ciro. Temer e PMDB fizeram essa besteira e, independente de futuras ou atuais investigações que venham atingir a cúpula diretiva do ex MDB, Temer cometeu o pior dos erros, o de se coligar à ideologia e aos condutores dela: Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma, José Dirceu, Genoíno e suas ramificações. Não entendi essa coligação na época, mas a uma conclusão cheguei, tratava-se tão somente de chegar ao poder. O PSDB não tem o direito de falar por nós seus filiados, ou simpatizantes, de jogar no lixo sua ideologia, porque seria unir em casamento, sapos com tucanos, vai dar o que isso? Hoje, nosso maior dilema enquanto meros eleitores é: onde está a tal ética? Melhor seria vencer as eleições ou até perdê-las mas sem se entregar à volúpia dessa união sórdida.

LUIZ EDGARD BUENO (escritor) – Londrina

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