Justiça cega?
Por vezes a Justiça brasileira, além de cega, mostra-se também surda e ignorante. Sob o mito da neutralidade, apega-se à letra da lei confusamente e se mostra incapaz de discernir entre o bem e o mal. O julgamento do mensalão é a sua maior prova. Um ritual sem fim, ineficiente, inoperante e incompetente, o qual mais do que nunca faz crer que o crime realmente compensa e que cadeia é coisa para pobres ladrões de galinhas.
ROMÃO ANTONIO MARTINI MARTINS (padre) – Londrina

Isto é Brasil!
Jamais nos esqueceremos da afirmativa do saudoso Ulisses Guimarães: "Os políticos só temem o povo nas ruas". Permitam-me inserir nessa afirmativa, os seis ministros do STF que votaram contra a opinião dos brasileiros éticos e morais. Tivéssemos ido para as ruas e o resultado desse julgamento teria sido outro. Esses ministros jamais serão esquecidos pelos cidadãos de bem por privilegiar 12 corruptos em prejuízo de uma nação. Essa decisão leva o país para a lama, enquanto a ética e a moral serão substituídas pelo tomá-lá-dá-cá, pela corrupção e pelos desmandos. O povo ficará enfraquecido, o PT e os corruptos fortalecidos e o Poder Judiciário, até então, o último com credibilidade, se nivelará ao Executivo e Legislativo.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) – Londrina

STF na vala comum
Infelizmente, a decisão do STF de realizar novo julgamento de alguns mensaleiros foi equivocada. Lançar argumento da convenção americana é ridícula (foi argumento de advogado de defesa e até de ministro do STF). Primeiro vem a Constituição onde resolução interna não tem prevalência sobre lei. Vamos lá para os efeitos futuros: advogados de defesa incentivados pela decisão vão tomar atitudes para protelar processos agora muito mais fácil do que antes. Muitos réus terão o privilégio de ter decisões que serão consideradas prescritas e sem qualquer condenação (já aconteceu com um condenado). E se forem cumprir sentença já, estão gastando R$ 4 milhões para adequar a penitenciária aos desejos dos sentenciados. E o povo? Ah, só sabe ir às urnas!
ANTONIO CAMARGO (engenheiro agrônomo) – Cornélio Procópio

Fome não é técnica, Kireeff. É real!
Caro prefeito Alexandre Kireeff, peço que dê um minuto de seu técnico e precioso tempo para imaginar a seguinte situação: se um de seus filhos fosse aluno do ensino básico em Londrina. Imagine essa criança, com menos de 10 anos, precisar de reforço escolar, o famoso contraturno. A razão dela precisar reforço todos sabem: falta de estrutura familiar, pobreza e, principalmente, carência alimentar. E essa criança, no contraturno da rede municipal, é impedida de ter acesso à merenda escolar. A alegação é técnica: agora a terceirizada da merenda escolar recebe por refeição servida e os alunos do contraturno não constam da relação normal da merenda a ser servida em cada período escolar. Não cometerei a leviandade de dizer que isso é regra no ensino básico de Londrina. Mas isso ocorre em escolas londrinenses. E mesmo que fosse só uma escola, ou só uma criança com fome por "problemas técnicos", isso já seria um crime. Portanto, espero uma decisão social, não técnica sobre isso. A fome, prefeito Kireeff, não é uma questão técnica. A fome é orgânica. Pense nisso. Confira com sua equipe na área de Educação e resolva isso, que deixar crianças com fome é impensável, não?
JOSÉ MASCHIO (jornalista) – Cambé

‘Discussões bizantinas’
Desde 1930 a cidade turca de Istambul, 5ª maior do mundo até o ano de 1953 tinha o nome de Constantinopla e até 330 d.C de Bizâncio. Pertencia ao domínio Otomano do Império Romano. Do nome Bizâncio derivou-se então uma denominação de discussões específicas e inúteis chamadas hoje de "Discussões Bizantinas", ou seja, enquanto aquela cidade era destruída por guerras contra os árabes e que passavam ao fio da espada toda a população, os seus líderes protegidos em seus palácios discutiam a melhor posição de quadros de artes a serem colocados nas paredes. Isto é o que nos parece ser as discussões sobre o desenvolvimento econômico e de industrialização de Londrina e as respectivas aplicações de leis, principalmente a aprovação de um Plano Diretor que contemple melhores condições à nossa cidade como mostrou a matéria "Processos de novas empresas se arrastam na Prefeitura" (Economia, 16/9).
RICHARD FONTANA (empresário) – Londrina

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne
e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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