Sebastião Vitor da Silva, alagoano de Santana do Mundaú, conta que saiu de Londrina para Terra Nova em 1963 e foi morar a três quilômetros do rio Tibagi, onde formou dois alqueires de café e permaneceu até recentemente, ao vender a propriedade. ''Aqui, estou há cinco anos'', informa, atribuindo a mudança para a sede do distrito à conveniência familiar. Já criou dez filhos e está casado pela terceira vez, depois de ficar viúvo das esposas anteriores. ''Agora não vai haver mais filho, estou com 74 anos e a mulher com 60'', caçoa.
Sua casa, de alvenaria, pintada em tom avermelhado, contrasta com o verde do pequeno cafezal ao lado. ''Perguntei ao prefeito se podia plantar, porque aqui não é sítio. Ele respondeu que sim. 'Plante, é bom para enfeitar o patrimônio''', recorda. E plantou 560 pés, dois em cada uma das 280 covas. Sua mais recente colheita: de 31 sacos (de 40 kg) em coco. ''Vendi a R$ 160 o saco. Preço bom, não é?'' Para ele, acostumado à pequena produção, o café nunca perdeu a importância e Terra nova ''é o coração de São Jerônimo''. Vitor conta que ainda tem parentes em Santana do Mundaú, onde voltou para comemorar seus 50 anos de idade. E dá notícia do conterrâneo Hélio Ribeiro da Silva, desde 18 de setembro de 1960 na Fazenda dos Godoy, em Londrina, morando na beira do Rio Apertados. Portanto, há 50 anos.(W.S.)

mockup