No coração da cidade de Cornélio Procópio, o Sol forte castigava a réplica da estátua
do Cristo Redentor. Nada que assustasse os cerca de 60 jipeiros do Paraná e do
interior de São Paulo que se concentravam no local na expectativa do 7º Off-Road
da cidade, promovido pelos Jeeps Clubs de Cornélio, Bauru (SP), além do Aguativa
Golf Resort.
Pelas belas e tortuosas paisagens da região do Norte Pioneiro, os aventureiros
colocaram seus jipes na lama em uma aventura de mais de 7 horas num percurso
(acreditem!) de apenas 15 km. Tempo mais do que necessário para aliviar o stress,
descontrair com os amigos e exibir as belas e potentes máquinas que chegam a
200 cavalos.
Osnei Marcio de Oliveira, dono de um jipe Willys 1951 e um dos organizadores do
evento, comentou - entre uma declividade e outra - que existem jipeiros dos mais
variados estilos. ''O pessoal é muito unido. Alguns vão para as trilhas mais
tranquilas, com suas famílias, enquanto outros andam para quebrar (os jipes)'',
comparou Oliveira, que possui uma loja em Bauru específica para veículos off-road.
O empresário Fernando Costa de Paula é um destes aventureiros que leva a família
toda para pisar no barro. Ele andou de moto por quatro anos quando resolveu trocar
de veículo, mas não de esporte. ''Não tinha como levar os filhos, a esposa e o
contato com os amigos era bem menor. Agora, tudo é mais gostoso com a família e
a proximidade da natureza'', relatou ele.
E se a esposa de Fernando ainda fica apenas no banco do passageiro, algumas
mulheres já pisam no acelerador e chegam a ficar mais na ''boleia'' que os próprios
maridos. É o caso da funcionária pública Juliana Cristina Kill Martim, de Assis, que
junto com seu esposo José Maria, faz trilhas há sete anos. Com uma habilidade
impressionante, ela não fez feio no percurso de Cornélio. ''Ficamos 'caçando'
eventos pelo Brasil, este é o nosso hobby. Quando o percurso é mais leve,
chegamos a levar nossos filhos, que têm dois e três anos'', comentou Juliana.
Durante todo o percurso no interior do Paraná, foram diversas as situações nas
quais os jipeiros precisaram se unir para conseguir superar os obstáculos, que
muitas vezes pareciam intransponíveis. Em certos casos, quando o pessoal
ultrapassava sem ajuda alguma, a vibração do pessoal era contagiante. ''O Paraná é
um dos estados que mais gosto de realizar trilhas. A paisagem é muito bonita e o
relevo é ideal para o esporte. Sem contar o pessoal daqui, sempre muito
hospitaleiro com os jipeiros de outras regiões'', salientou Rogério Antonio Magon,
presidente do Jeep Club de Marília, que possui nada mais nada menos do que seis
veículos para praticar o esporte.
* O jornalista participou do evento à convite do Aguativa Golf Resort

Confira mais fotos da aventura:

Vida de jipeiro no Norte Pioneiro
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